Risco de Fauna ou Perigo aviário é o risco potencial de colisão de uma aeronave com uma ave ou com outro animal nas imediações do aeródromo. O risco de acidente aeronáutico causado pela colisão com animais é composto por duas variáveis: a probabilidade de colisão e a gravidade da colisão. A Agencia Nacional de Aviação Civil – ANAC é a agencia brasileira que fiscaliza e monitora a segurança nos aeroportos brasileiros. Atualmente é requerido de acordo com as características do aeródromo e seu porte, a elaboração de planos e programas de identificação do risco de fauna, do monitoramento e de ações de manejo de fauna. A probabilidade de colisão de aeronaves com aves é dada em função da quantidade de aves presentes nas rotas de vôo e do número de vezes que estes elementos se cruzam no espaço aéreo.

Já a intensidade dos danos e lesões decorrentes da colisão entre uma aeronave e uma ave é dada em função da velocidade da aeronave e da massa da ave. A presença de aves nos arredores de um aeroporto, o que constitui o denominado perigo aviário, pode ser atribuída a diversas causas, tais como: a abundância e exposição de material orgânico, em estado sólido e líquido. As aves acorrem a estes lugares em busca de comida, de água, abrigo, proteção; reprodução e descanso. O levantamento de dados estatístico sobre os índices de colisões de aeronaves com aves é um mecanismo preventivo de vital importância, pois possibilita uma análise de tendências e projeções futuras. Outros atrativos para aves e outros animais, são as usinas de compostagens, valos sanitários, presença de lagos, cercas, etc, cujo risco de colisão aumenta em Razão do número de focos de atração, ou seja, atividades ou características do meio ambiente que atraiam a presença de aves.

Em 2014 a ANAC promulgou o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil No. 164 (meio ambiente), também chamado de RBAC-164, que estabelece regras para a identificação do risco e para o gerenciamento do risco da fauna e se aplica ao operador de aeródromo público. Segundo o RBCA-164, de acordo com o porte do aeródromo ele deve elaborar os seguintes documentos que devem ser submetidos e aprovados pela ANAC.

IPF. Identificação do Perigo de Fauna, e objetiva identificar e caracterizar todos os potenciais focos de atração de fauna no aeródromo, durante o ano, se permanentes ou temporários. Esse documento deverá ser submetido e aprovado pela ANAC, tem validade de 2 anos, devendo ser revisado após esse prazo.

PGRF. Programa de Gerenciamento do Risco de Fauna, é um instrumento de caráter preditivo, que implica no acompanhamento aprofundado do perigo da fauna e incorporado à rotina operacional do aeródromo. Tem como objetivos:  (1) gerenciar o risco de colisão entre animais e aeronaves em operação no aeródromo, por intermédio da identificação permanente dos perigos, bem como conhecimento e compilação dos eventos de segurança operacional existentes; e (2) controlar os perigos identificados, adotando, quando necessário, ações adicionais para mitigar o risco. O PGRF tem validade de 2 anos e deverá ser revisado após esse prazo.

PMF. Plano de Manejo de Fauna. Documento que estabelece metodologia, critérios e normas para o manejo da fauna (captura, contenção, translocação, etc), e deverá prever todas as suas ações em conformidade com a legislação ambiental, considerando a legislação atual para captura, contenção, manejo e transporte de animais silvestres. Esse plano deverá ser submetido primeiro ao orgao ambiental competente para aprovação e posteriormente à aprovação da ANAC. Após aprovação da ANAC, ele tem validade de 2 anos, devendo ser revisado após esse prazo.

Nossa equipe sediada em Manaus, no Amazonas, poderá elaborar, executar ou fazer a revisao destes Planos ou ate mesmo coordenar o o Gerenciamento do Risco de Fauna de Aeroporto que você precisa. Por favor, entre em contato conosco através do site.