Trilhas interpretativas ou roteiros, são caminhos planejados por especialistas (turismólogos, ecólogos, biólogos e ambientalistas) que transformam a abertura de trilhas em um trabalho científico, pedagógico e paisagístico, para fins de interpretação, podendo fazer uso dos diversos meios. É geralmente tratado como trilha quando se refere a caminhos já demarcados e roteiro quando não, podendo ambos ser planejados tanto para o meio natural como urbano. Não se limitam a caminhadas, podendo ser planejadas para atender também a bicicletas, cavalos ou veículos motorizados. Aqui os dois tipos serão chamados apenas de trilha. Os recursos necessários para um trabalho de interpretação dependem de cada caso em particular, sendo necessário um aprofundado e contínuo inventário da situação. Os recursos existentes que merecem interpretação são levantados e avaliados, e dizem respeito aos recursos naturais (fauna, flora, relevo, solos, hidrografia, clima, ecossistemas, fenômenos ecológicos, etc.) ou culturais (história, arqueologia, economia, arquitetura, artesanato, tradições, linguagem, etc.).

Igualmente importante é avaliar os recursos técnicos e financeiros disponíveis para um programa de atividades interpretativas (profissionais disponíveis, orçamento governamental, patrocinadores, etc.). São também levantados e avaliados os visitantes atuais e potenciais, definindo-se o público-alvo (escolaridade, idade, procedência, motivações, tempo disponível, etc.). A partir daí são eleitos os temas mais relevantes a serem interpretados nos diversos locais e escolhidos os diversos meios interpretativos a serem explorados. A prática de caminhar em ambientes naturais possibilita uma melhor compreensão do meio ambiente e suas inter-relações, aguçando ainda, uma dinâmica de observações, de reflexão e sensibilização para com as questões relativas ao meio ambiente. Sua necessidade tem-se mostrado como de grande importância diante dos valores econômicos e sociais que têm distanciado o ser humano da realidade e do seu contato com o meio ambiente. A utilização de trilhas interpretativas guiadas ou autoguiadas tem sido um dos meios mais utilizados para a interpretação ambiental, tanto em ambientes naturais, como em ambientes construídos. Essas trilhas, quando bem planejadas, contribuem em um nível muito alto para a melhoria da percepção de visitantes acerca do ambiente natural e para a valorização e sensibilização dos visitantes.

A percepção caracteriza-se pela apreensão dos objetos e dos sentidos, como por exemplo, árvores, sons, animais, paisagens, temperatura, etc. As trilhas interpretativas autoguiadas tem como principal função facilitar a caminhada e permitir o contato dos visitantes com o meio ambiente sem a presença do guia. Assim, recursos visuais e gráficos indicam a direção a seguir, os elementos a serem destacados (árvores nativas, plantas medicinais, ninhos de pássaros etc.) e os temas desenvolvidos (mata ciliar, recursos hídricos, etc.). Um bom programa de interpretação procura afetar não somente comportamentos imediatos, mas principalmente, as crenças e atitudes dos visitantes.

Nossa equipe, sediada em Manaus no Amazonas, está habilitada a fazer o Planejamento e a Interpretação de Trilhas para o seu empreendimento hoteleiro de selva ou rural. Por favor, entre em contato conosco através do site.