Resíduos Sólidos: Consórcio é melhor modelo de negócio para resíduos sólidos - Birding https://www.birding.com.br Serviços especializados em assessoria e consultoria ambiental Sun, 14 Apr 2019 21:39:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.9.10 https://www.birding.com.br/wp-content/uploads/2018/12/LOGO-BIRDING-ATUAL-150x150.jpg Resíduos Sólidos: Consórcio é melhor modelo de negócio para resíduos sólidos - Birding https://www.birding.com.br 32 32 Resíduos Sólidos: Consórcio é melhor modelo de negócio para resíduos sólidos https://www.birding.com.br/residuos-solidos-consorcio-e-melhor-modelo-de-negocio-para-residuos-solidos/ https://www.birding.com.br/residuos-solidos-consorcio-e-melhor-modelo-de-negocio-para-residuos-solidos/#respond Tue, 09 Apr 2019 22:58:08 +0000 https://www.birding.com.br/?p=4479 Consórcio é melhor modelo de negócio para resíduos sólidos

  

Técnicos do Paraná chegam à conclusão que a formação de consórcios entre os municípios é a melhor alternativa para o gerenciamento dos resíduos sólidos. Especialistas participaram, em Curitiba, de um evento técnico internacional de capacitação para o Projeto de Cooperação Técnica para a Proteção do Clima na Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos, organizado pela Sanepar, em parceria com a Agência de Cooperação Alemã GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbelt). Na abertura do evento, o secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Marcio Nunes, ressaltou que a capacitação vai ajudar os municípios, principalmente os menores, a formarem consórcios para resolver a questão dos resíduos sólidos. “O Governo do Estado dá as diretrizes de como os municípios devem atuar, e a agência de cooperação alemã e a Sanepar ajudam com a expertise e tecnologia que têm sobre o assunto”, disse o secretário.

O diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile, também destacou a atuação e o know-how da empresa na área de resíduos sólidos. “A Companhia vai trabalhar como operadora desses sistemas, um modelo que poderá ser replicado para todo o Brasil. Caberá ao Governo do Estado dar aos municípios garantia jurídica, técnica e financeira.” Os resíduos sólidos já estão em ambiente regulado dentro da Sanepar. Segundo o diretor de Investimentos da Companhia, Joel Macedo, será necessário agora definir a dimensão do negócio e de qual é o capital necessário para ele ser desenvolvido. A Sanepar faz hoje a gestão de três aterros sanitários que atendem 7 municípios no Norte do Estado. Por meio de contratos com as Prefeituras de Cianorte, Apucarana e Cornélio Procópio, a Companhia administra três sistemas, que, em 2018, movimentaram 64 mil toneladas de resíduos, atendendo uma população de 290 mil pessoas.

O organizador do evento, Charles Carneiro, gerente de Resíduos Sólidos na Sanepar, disse que o projeto ProteGEEr terá desdobramentos até 2021. “O primeiro passo, de formação dos consórcios, já foi dado. Agora vamos trabalhar junto com os prefeitos no volume de resíduos sólidos a ser coletado. Quanto maior o volume, mais poderemos investir em tecnologia, beneficiando o meio ambiente e a população”, afirmou. De acordo com ele, a Sanepar e o Estado têm colocado o segmento de resíduos como uma das prioridades para o desenvolvimento. “É urgente termos um trabalho efetivo e sustentável na área de resíduos em todo o mundo. A Sanepar tem se esforçado muito em busca de bons modelos de trabalho, que potencializem os avanços e tragam respostas concretas e sustentáveis para o setor”, afimou.

Gestão Consorciada dos Resíduos Sólidos

A gestão consorciada dos resíduos sólidos visa obter a escala adequada para a prestação dos serviços de modo sustentável, onde deve haver uma congregação de esforços entre os municípios consorciados. Objetivo: arcar com os custos de uma gestão técnica, eficiente e modernizada dos resíduos sólidos, com a devida distinção entre as atividades de cunho tipicamente local. A gestão consorciada pode continuar sendo executada pelos municípios de forma isolada (atividades de coleta, por exemplo), daquelas que devem ser planejadas, articuladas e executadas regionalmente, como, por exemplo, o compartilhamento de estruturas físicas de disposição final (aterros sanitários). Vale destacar, no entanto, que o consorciamento para a gestão dos resíduos não se limita ao compartilhamento de aterros sanitários entre os municípios, podendo também ser compartilhados, por exemplo, equipe técnica (ex.: engenheiros), equipamentos (ex.: trituradores de poda) e outras unidades de destinação de resíduos (ex.: reciclagem de resíduos da construção civil), o que possibilita a elevação da capacidade técnica, gerencial e institucional para o desenvolvimento das atividades.

 

Fonte: Folha do Meio Ambiente. 06 de Marco de 2019

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Turismo na Costa Rica e na Amazônia – O que ambas têm em comum? https://www.birding.com.br/turismo-na-costa-rica-e-na-amazonia-o-que-ambas-tem-em-comum/ https://www.birding.com.br/turismo-na-costa-rica-e-na-amazonia-o-que-ambas-tem-em-comum/#respond Mon, 18 Mar 2019 19:33:15 +0000 https://www.birding.com.br/?p=4498    

Turismo na Costa Rica e na Amazônia – O que ambas têm em comum?

Por que um país de características Amazônicas tão pequenas conseguiu ter um desenvolvimento do turismo de Natureza de forma excepcional e um PIB tão representativo, enquanto que países e Estados da Amazônia Brasileira não conseguem sequer ter uma atividade turística mínima. No que pese esta realidade nos Países e Estados Amazônicos, há de se admitir que o Brasil tenha alta diversidade, alguns dos ambientes florestais existentes na Costa Rica, no entanto, o Turismo na Amazônia engatinha a passos lentos. Neste post selecionamos vários pontos os quais foram bem explorados na Costa Rica, os quais podem ser os diferenciais de sucesso naquele pequeno e rico país.

O Turismo na Costa Rica

Costa Rica tem no turismo um dos principais indutores econômicos e de crescimento mais acelerado do país. Desde 1999, o turismo gera mais renda em moeda estrangeira para o país do que a exportação de suas culturas tradicionais de banana, abacaxi e café juntas. A bonança turística começou em 1987, com o número de visitantes aumentando de 329 mil em 1988, alcançando um milhão em 1999, alcançando um recorde histórico de 2,34 milhões de turistas estrangeiros em 2012. Em 2010, o turismo contribuiu com 5,5% do PIB do país e 21,2% do câmbio gerado pelo total das exportações. Em 2009, o turismo atraiu 17% dos investimentos estrangeiros diretos, o que representou uma média de 13% entre 2000 e 2009. Em 2005, foi responsável por 13,3% dos empregos diretos e indiretos, e, de acordo com um relatório de 2007 da CEPAL, o turismo contribuiu para uma redução de 3% na pobreza do país.

Meio Ambiente e Biodiversidade na Costa Rica

Na Costa Rica o meio ambiente também tem políticas ambientais progressistas. É o único país a cumprir todos os cinco critérios do PNUD estabelecidos para medir a sustentabilidade ambiental. Ele ficou em 42º lugar no mundo e terceiro nas Américas, no Índice de Desempenho Ambiental de 2016, e foi duas vezes classificado como o país com melhor desempenho no Índice Happy Planet da New Economics Foundation (NEF), que mede a sustentabilidade ambiental, e foi identificado pela NEF como o país mais verde do mundo em 2009. A Costa Rica planeja se tornar um país neutro em carbono até 2021. Até 2016, 98,1% de sua eletricidade foi gerada a partir de fontes renováveis, especialmente hidrelétrica, solar, geotérmica e biomassa. Na classificação do Índice de Competitividade em Viagens e Turismo de 2011 a Costa Rica ficou no 44º lugar em nível mundial e em segundo na América Latina, superado somente pelo México. Em biodiversidade, o país conta com mais de 1000 espécies de orquídeas, sendo Monteverde (no centro do país) a região com mais densidade de orquídeas do planeta. Ao todo a Costa Rica abriga mais de 10.000 espécies de plantas. Abundam os animais selvagens como a suçuarana, a onça-pintada, o veado, o macaco, o coiote, o tatu e umas 850 espécies de aves entre as que destacam o quetzal, o jilquero e o colibri.

Cerca de 38% da superfície total do país encontra-se coberta de bosques e selvas e 25% do território encontra-se protegido. A Costa Rica é o país com maior variedade de flora e fauna de toda a América Central. A Costa Rica dá refúgio a: 232 espécies de mamíferos, 850 espécies de aves, 183 espécies de anfíbios, 258 espécies de repteis e 130 espécies de peixes de água doce. O Rio Savegre, localizado em San Isidro do General é o rio mais limpo do continente Americano. Fonte: Wikipedia.org

O Sistema de Áreas Protegidas

 A principal vantagem comparativa da Costa Rica é o seu sistema de  parques nacionais e áreas protegidas, que cobrem cerca de 25% do território nacional, o maior do mundo em porcentagem, e que abrigam uma rica variedade de flora e fauna, que estima-se que contém 5% da biodiversidade do mundo em menos de 0,1% da massa de terra da Terra. Além disso, a Costa Rica possui numerosas praias tanto no Oceano Pacífico quanto no Mar do Caribe, com ambas as costas separadas por apenas algumas centenas de quilômetros, e também os turistas podem visitar com segurança vários vulcões localizados em Parques Nacionais. No início da década de 1990, a Costa Rica ficou conhecida como o principal cartaz do ecoturismo, um período em que as chegadas de turistas estrangeiros atingiram um crescimento médio anual de 14% entre 1986 e 1994.

Parques Nacionais e Áreas Protegidas na Costa Rica

Revoadas de pelicano fazem companhias aos surfistas até nas praias mais movimentadas. Iguanas gigantes estão por todos os lados. Em plena autopista, é possível parar sobre uma ponte e observar dezenas de crocodilos. Um oásis de estabilidade e relativa prosperidade, o que lhe rendeu o apelido de “Suíça da América Central”, a Costa Rica é o país com maior porcentagem de território regido por leis de proteção ambiental em todo o mundo, abrigando 5% da biodiversidade terrestre: são 35 parques nacionais, muitos deles com excelente e completa infraestrutura turística, e oito reservas biológicas, cujas superfícies somadas correspondem a 26% de seus 51 mil quilômetros quadrados. Em outras palavras, um dos melhores e mais cômodos lugares do globo para o ecoturismo. Fonte: Wiki Voyage.

Costa Rica – O paraíso dos Observadores de Aves

A Costa Rica é um paraíso para os observadores de pássaros e com boa causa! Como a ponte que liga as Américas, é o lar de uma impressionante variedade de pássaros tropicais. Poucos lugares no mundo podem se orgulhar de ter tantas espécies diferentes de pássaros. Mais de 850 foram identificados – mais do que os Estados Unidos e o Canadá juntos! Tenha em mente, isso é tudo em uma área aproximadamente do tamanho de West Virginia. A Costa Rica possui 12 das 18 diferentes zonas de vida do planeta, proporcionando uma enorme variedade de climas. Fator nos vulcões e colinas do país, e diferentes altitudes apenas aumentam a variedade de espécies! Aves populares da Costa Rica incluem tucanos, araras vermelhas, motmots e o tímido e belo Quetzal. Até 150 espécies diferentes foram relatadas em um único dia. Dos trópicos secos da Península de Nicoya às terras baixas e úmidas da costa caribenha, a incrível variedade de habitats e micro-sistemas cria oportunidades quase infinitas de observação de aves na Costa Rica. Fonte: Costa Rica Expertes.

Os melhores pontos de observação de aves na Costa Rica

A Costa Rica é um paraíso para os amantes de pássaros: cerca de 800 espécies diferentes de aves podem ser encontradas aqui, e existem até algumas espécies que não podem ser encontradas em nenhum outro lugar do mundo. Observadores de pássaros de todo o mundo são atraídos para esta pequena utopia aviária. Enquanto você está garantido para ver uma impressionante variedade de aves, independentemente de onde você está na Costa Rica, existem alguns pontos de aves que oferecem as melhores oportunidades para ver algumas das belezas de penas mais magníficas.        

Santa Juana Lodge    

O Santa Juana Lodge oferece um incrível passeio de observação de aves pela Reserva Natural Cloudmaker e a área ao redor de Santa Juana. Existem 150 espécies diferentes que chamam esta região montanhosa do Pacífico Central. Espécies de aves como o manakin de capa vermelha, caracara, gallinule roxo, tucano mandible preto, aracari de bico de fogo, cegonha de madeira, king abutre e lapwing do sul são comumente encontrados nesta floresta úmida. Durante a temporada de pico de migração, mais de 250 espécies diferentes de aves podem ser vistas aqui.     

O Parque Nacional Piedras Blancas 

O Parque Nacional Piedras Blancas é considerado um dos lugares mais excepcionais para a observação de aves, devido ao fato de ser um ponto de encontro para aves migrando da América do Norte e do Sul, além de ter uma abundância de residentes permanentes. O Parque Nacional Piedras Blancas é um dos parques nacionais menos visitados, e essa falta de multidões faz com que os encontros entre aves e animais selvagens sejam ainda mais comuns.         

Refúgio Nacional da Vida Selvagem Cano Negro    .

O Cano Negro Wildlife Refuge é um destino ideal para a observação de aves aquáticas. Entre o Rio Frio e o Lago Cano Negro, há grandes populações de aves aquáticas, como o adorável colhereiro e uma variedade de garças e garças. Durante a estação seca, a partir de dezembro, milhões de aves migram para cá para passar os meses de inverno nessa zona úmida tropical. Um passeio de barco é a melhor maneira de experimentar a rica fauna úmida deste refúgio.

Parque Nacional de Palo Verde       

O Parque Nacional de Palo Verde é outra zona húmida protegida de aves e animais selvagens. Existem 232 espécies diferentes de aves neste habitat único, incluindo o pato assobiando de barriga preta, íbis brilhantes, águia-pescadora, garça-tigre, cegonha de madeira e jabirus. Uma das melhores maneiras de experimentar este incrível parque nacional e a abundância de espécies de aves aquáticas e terrestres é fazer um passeio guiado de barco. As excursões são conduzidas por naturalistas experientes, que ajudarão você a ver o maior número de pássaros possível.

Parque Nacional Los Quetzales        

Localizado no alto das montanhas de Talamanca, o Parque Nacional Los Quetzales é uma floresta de nuvens repleta de vida. O musgo cresce em quase todas as superfícies, o ar é refrescantemente fresco, e há uma boa chance de avistar uma das aves mais requintadas da Costa Rica, o quetzal resplandecente. Trekking em torno deste terreno é bastante místico. O ar é frio e cheio de uma sinfonia de chamadas de aves e outros animais selvagens, e as madeiras gigantes são abundantes.           

Rancho Naturalista Lodge  

Rancho Naturalista é uma das principais pousadas de birding em toda a América Central. Mais de 450 espécies foram registradas na reserva natural privada e nas áreas circundantes. Há trilhas para caminhadas ao redor da reserva que você pode usar para se aventurar em sua própria aventura autoguiada de observação de aves, ou você pode sair com um naturalista e guia de aves altamente experiente. O Parque Nacional Tapanti também está próximo, o que é outra área esplêndida para se ter uma aventura de observação de aves.      

Estação Biológica La Selva   

A Estação Biológica La Selve está localizada ao sul de Puerto Viejo de Sarapiqui. É um centro de pesquisa e educação, reserva biológica e hotspot de observação de pássaros. Mais de 450 espécies foram encontradas nesta floresta tropical. Há trilhas para caminhadas e passeios pela floresta que você pode explorar por conta própria ou com um naturalista experiente e guia. Esta reserva densa biológica é um lugar incrível para detectar todos os tipos de espécies nativas da vida selvagem.           

Refugio de Vida Selvagem Aviarios del Caribe       

Aviarios del Caribe é um refúgio de vida selvagem de propriedade privada na costa caribenha da Costa Rica. Ele está localizado no delta do rio Estrella e é o lar de 225 espécies de aves. É também um refúgio para preguiças, lontras, tartarugas e jacarés. Existem vários tipos diferentes de passeios que você pode percorrer neste refúgio repleto de pássaros, mas um dos melhores é o caiaque. Esta área em geral é um paraíso para os amantes da natureza e dos animais, como a Reserva Biológica Hitoy-Cerere, Selva Bananito e o World of Orchids, todos muito próximos. Aviarios del Caribe é também onde o famoso Santuário de Preguiça está localizado. Fonte: The Culture Trip.

A Costa Rica chega a ter atualmente 5% (cinco por cento) da biodiversidade do mundo inteiro, o que é bastante significativo pelo tamanho da nação. Fonte: Wikipedia.org

A Amazônia Brasileira: Biodiversidade e Áreas Protegidas

A Biodiversidade na Amazônia Brasileira é mais representativa que a da Costa Rita, ela é o lar de cerca de 2,5 milhões de espécies de insetos,  pelo menos 40.000 espécies de plantas, 3.000 de peixes, 1.294 aves, 427 mamíferos, 428 anfíbios e 378 répteis foram classificadas cientificamente na região. Um em cada cinco de todos os pássaros no mundo vivem nas florestas tropicais da Amazônia. Os cientistas descreveram entre 96.660 e 128.843 espécies de invertebrados só no Brasil. A diversidade de espécies de plantas é a mais alta da Terra, sendo que alguns especialistas estimam que um quilômetro quadrado amazônico pode conter mais de mil tipos de árvores e milhares de espécies de outras plantas superiores. Fonte: Wikipedia Amazônia

A região Amazônica também possui um sistema de Áreas Protegidas, no entanto, a gestão das Unidades de Conservação é deficitária, há uma política ineficiente e que não incentiva a proteção e o uso sustentável delas. Somente o Parque Nacional Foz do Iguaçu é atualmente a UC que gera renda no Brasil. Falta incentivos para a criação de Reserva Particulares, empreendimentos da iniciativa privada com foco no turismo de natureza. Ambientes de várzae, de igapó, de campina, e outros, abrigam espécies endêmicas, inclusive de águas brancas, que poderiam ser diferenciais em iniciativas que objetivem um investimento sério a fim de fomentar e fortalcer o turismo na região. Assim, é possivel que o modelo implantado na Costa Rica e que deu muito certo, com certeza pode funcionar também na Amazônia, considerando sua biodiversidade e características da região, a partir do conhecimento de seus diferenciais e atrativos naturais.

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Os materiais encontrados na natureza que podem substituir o plástico https://www.birding.com.br/os-materiais-encontrados-na-natureza-que-podem-substituir-o-plastico/ https://www.birding.com.br/os-materiais-encontrados-na-natureza-que-podem-substituir-o-plastico/#respond Fri, 15 Mar 2019 15:19:37 +0000 https://www.birding.com.br/?p=4470 Materiais encontrados na natureza que podem substituir o plástico

Apesar dos esforços de reciclagem e mudança de hábitos de consumo, a poluição por plástico persiste por causa da grande dependência que temos do material. Canudos, sacolas e garrafas pet são os plásticos descartáveis mais vilanizados atualmente em campanhas de defesa do meio ambiente, mas o problema maior é a grande dependência humana do polietileno. Do transporte aos serviços de alimentação, o plástico está em toda parte, e o combate a essa “poluição branca” levará a uma mudança radical no próprio material. Felizmente, cientistas, engenheiros e designers estão mudando o foco para alternativas sustentáveis que criam ecossistemas circulares com menos desperdício – madeira líquida, uso de algas marinhas em sistemas de isolamento térmico e substitutos para polímeros feitos de amido de plantas fermentadas, a exemplo do milho e da batata. Veja abaixo algumas alternativas que apontam para novos caminhos em questões como abrigar adequadamente uma população crescente, compensar as emissões de carbono e devolver nutrientes à terra.

Lã de pedra

A lã de pedra surge da rocha magmática – que se forma depois que a lava esfria – e de um produto descartado na produção do aço chamado escória; essas substâncias são fundidas e transformadas em fibras, que se parecem com um algodão doce. Ao contrário do isolamento térmico à base de fibra de vidro (feito com vidro reciclado) ou espuma de poliuretanto (materiais geralmente usados para bloquear a transferência de calor em sótãos e telhados), a lã de pedra pode ter propriedades especiais, incluindo resiliência ao fogo, capacidades acústicas e térmicas, resistência à água e durabilidade em condições climáticas extremas. Nos últimos anos, a lã de pedra ganhou força entre arquitetos e designers preocupados com o meio ambiente em busca de materiais de construção sustentáveis e que sejam econômicos e estéticos. O Grupo Rockwool é um dos principais fabricantes de isolamento de lã de pedra e gerencia unidades na Europa, América do Norte e Ásia. A empresa instalou o material em edifícios comerciais e industriais ao redor do mundo, incluindo a O2 Arena, de Londres, e o Aeroporto de Hong Kong.

Fungos remodelados

Cogumelos não são apenas ingredientes saborosos refogados ou em molhos. Em breve, fungos que crescem em árvores e cogumelos do solo da floresta poderão substituir materiais de poliestireno, embalagens, isolamento acústico, móveis, materiais aquáticos e até artigos de couro. Na MycoWorks, uma equipe de engenheiros criativos, designers e cientistas trabalha para extrair tecidos de cogumelos e solidificá-los em novas estruturas. O objetivo é moldar fungos em outros materiais orgânicos, a exemplo da borracha ou cortiça. Outra empresa, a Evocative Design, sediada em Nova York, utiliza o micélio – o caule – como agente aglutinante na produção de painéis de madeira e para embalagens retardantes de chamas.

 

Cogumelos consistem em uma rede de filamentos chamados hifas. Em condições adequadas, seus corpos frutíferos – as estruturas especializadas na produção de esporos – se multiplicam rapidamente. Enquanto isso, o micélio pode ser cultivado em praticamente qualquer resíduo agrícola, da serragem a cascas de pistache. E pode ser moldado em qualquer formato, criando polímeros naturais tão aderentes quanto a cola mais forte do mercado. Além disso, esquentados em temperaturas precisas, eles se tornam inertes, param de se multiplicar. Enquanto cantarelo, shitake e portobello vão melhor com uma pizza do que um gesso de cogumelos, uma coisa é certa: o futuro é do fungos.

Tijolos de urina

A fabricação do cimento, principal ingrediente do concreto, é responsável por cerca de 5% das emissões de dióxido de carbono do mundo. Por isso, pesquisadores e engenheiros trabalham para criar alternativas com menos gasto de energia. Entre as opções estão tijolos feitos a partir dos restos de produção de cerveja, concreto modelado a partir de quebra-mares romanos (misturas de cal e rocha vulcânica que formam um material altamente estável) e tijolos feitos de… urina. Como parte de sua monografia, o estudante da Faculdade de Arte de Edimburgo Peter Trimble trabalhava em uma exposição que tratava de sustentabilidade. Quase que por acidente, ele criou o Biostone, uma mistura de areia, nutrientes e ureia – substância da urina humana.

Por um ano, Trimble testou centenas de fórmulas em que acrescentava uma solução bacteriana a areia em um molde. Eventualmente, os microrganismos metabolizaram a mistura de areia, ureia e cloreto de cálcio, colando as moléculas de areia. O design de Trimble substituiria métodos de uso intensivo de energia por um processo biológico que não produz gases de efeito estufa. O material ainda precisaria ser reforçado para ter a mesma resistência que o concreto, e, se for possível, ele poderia se tornar uma opção barata para se construir estruturas temporárias.

De todo modo, a Biostone já gerou uma discussão sobre maneiras pelas quais a manufatura industrial pode se tornar mais sustentável. Isso seria particularmente relevante na África Subsaariana e em outros países em desenvolvimento onde a areia está prontamente disponível. Esses tijolos biológicos têm, no entanto, uma desvantagem ambiental: o mesmo metabolismo bacteriano que os solidifica também transforma a ureia em amônia, o que pode poluir as águas subterrâneas se vazarem para o meio ambiente.

Um compensado mais verde

Apesar do que parece, o compensado de madeira, usado em móveis em todo o mundo, não tem assento no panteão da construção verde. A cola usada para aglutinar as fibras de madeira contém formaldeído – uma substância incolor, inflamável, de cheiro forte e conhecida como irritante respiratório e carcinogênico. Isso significa que sua prateleira de madeira falsa está silenciosamente liberando toxinas no ar. A empresa NU Green criou um material feito de resíduos industriais ou fibras de madeira recuperadas. O Uniboard, como é chamado, preserva árvores e reduz o lixo de aterros sanitários enquanto produz menos gases do efeito estufa do que o tradicional compensado de madeira – e não contém toxinas. A empresa é pioneira no uso de fibras renováveis como caules de milho e lúpulo e sem adição de resina de formaldeído para servir de cola.

 

Não é segredo que a extração de petróleo, necessária para produzir plástico, traz consequências ambientais devastadoras. Mas ainda pior é como esse plástico é descartado, pois os produtos químicos nele contidos acabam chegando a alimentos, bebidas e águas subterrâneas. E o mais chocante é que a reciclagem apenas retarda a chegada do plástico aos aterros sanitários ou oceanos, uma vez que o material é apenas quebrado em fragmentos cada vez menores, mas nunca completamente degradados. Alguns relatórios preveem que, até 2030, 111 milhões de toneladas de plástico vão acabar em aterros sanitários e oceanos. Reciclar é um passo na direção certa, mas para reverter de fato esse curso é preciso buscar alternativas ao plástico.

Fonte: Folha do Meio Ambiente, 07 de Marco de 2019,

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O Brasil tem áreas protegidas demais? https://www.birding.com.br/o-brasil-tem-areas-protegidas-demais/ https://www.birding.com.br/o-brasil-tem-areas-protegidas-demais/#respond Thu, 14 Mar 2019 20:26:45 +0000 https://www.birding.com.br/?p=4465 O Brasil tem áreas protegidas demais?

Tem gente influente espalhando que o Brasil protege tanto suas florestas que ficou inviável expandir a produção de alimentos. A gente até poderia responder que não há futuro para a agricultura sem a conservação das florestas, dos solos e da água, ou mesmo relembrar que somos o país que mais desmata e extingue espécies ameaçadas, além de possuir 50 milhões de hectares de terras degradadas, subtilizadas ou abandonadas pelo agronegócio. Mas é tanta desinformação que resolvemos desenhar pra deixar tudo explicadinho.

E não custa lembrar: hoje, o país têm mais áreas destinadas à agropecuária (245 milhões de hectares) do que áreas protegidas (216 milhões de hectares). O Brasil tem espaço de sobra para proteger o clima, conservar sua diversidade e comunidades, e ainda se tornar o maior produtor de alimentos, fibras e bioenergia do mundo. Basta ampliarmos as técnicas de produtividade em todo pais para expandir a atual produção de alimentos sem nenhum desmatamento. Pra isso, precisamos apenas usar nosso território com inteligência.

Extraido de O Eco.

Por Observatório do Clima, quarta-feira, 13 março 2019 14:23

 

Leia também…

A patifaria dos negacionistas climáticos

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Mercado de Carbono, Crédito de Carbono e Commodities https://www.birding.com.br/mercado-de-carbono-credito-de-carbono-e-commodities/ https://www.birding.com.br/mercado-de-carbono-credito-de-carbono-e-commodities/#respond Thu, 14 Mar 2019 20:17:42 +0000 https://www.birding.com.br/?p=4322 Mercado de Carbono, Crédito de Carbono e Commodities

Existem vários conceitos sobre o Mercado de Carbono, o Crédito de Carbono, pode ser definido como Commodities, mercadorias negociáveis cujos preços são ditados pelo mercado internacional, por isso, estão sujeitas a variação de preço. Uma tonelada de dióxido de Carbono (CO²) que for evitada de ser lançada na atmosfera equivale a um Crédito de Carbono, assim, para os outros gases é estimada a medida a partir da equivalência de carbono para quantificação dos créditos. Um crédito representa uma tonelada de carbono que deixou de ser emitida para a atmosfera e passou a ser moeda utilizada no mercado de carbono. Atualmente empresas oferecem os créditos de carbono, como é o caso da European Climate Exchange e da Sustainable Carbon. Esta última oferece a compensação de emissões através de Créditos de Carbono Premium. provenientes de mais de 40 projetos socioambientais desenvolvidos em vários países. Assim, empresas que diminuem suas emissões para a atmosfera ontem essa mercadoria, em forma de Crédito de Carbono, podendo vende-la no mercado financeiro.

O efeito estufa e o aquecimento global

O efeito estufa é um processo natural cujo efeito é similar ao que acontece no interior de uma estufa, quando submetida a radiação solar. Esse processo de aquecimento da terra teve inicio com a revolução industrial do inicio do século XVIII e XIX. O processo fabril deixou de ser manual, lento e em pequena escala, passando a ser produzido em máquinas em grande escala a partir de processos industriais. Com o tempo e a industrialização dos processos, aumentaram grandemente as emissões de gases poluentes lançados para a atmosfera resultando no efeito estufa contribuindo para “aquecimento global”. Os gases emitidos são provenientes dos escapamentos dos veículos automotores movidos a diesel e gasolina, de processos industriais, proveniente da queima de florestas e de madeiras em desmatamentos, pelos gases emitidos pela pecuária de grande porte, sendo estes os principais geradores destes gases. Os tipos de gases são variados, mas os principais que contribuem para o aquecimento global são: o dióxido de carbono (CO²), o gás metano (CH4), o óxido nitroso (N²O), o hexafluoreto de enxofre, o CFC (Clorofluorcarboneto) e os PFC, também chamados de perfluorcarbonetos.  Estes gases são emitidos diariamente e vão para a atmosfera. O órgão responsável pela divulgação dos dados sobre as mudanças climáticas é o IPCC – Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas.

Conseqüências geradas pelo Aquecimento Global

As conseqüências ao meio ambiente geradas pelo aquecimento global são várias, sendo as mais significativas o derretimento das calotas polares, a perda ou diminuição da biodiversidade e o aumento de patologias em função das mudanças no clima e na temperatura. Outros efeitos causados pelo aumento da temperatura é a diminuição das florestas, uma vez que as florestas desempenham o papel de amenizar as temperaturas e regular o clima e a umidade. A floresta também desempenha importante papel por absorver gás carbônico, o chamado “seqüestro de carbono”. Diante desse quadro de mudança no clima, autoridades do mundo inteiro se reuniram para encontrar solução no sentido de eliminar ou reduzir as emissões. Nesse processo entra o chamado “Crédito de Carbono”. O que é esse Crédito de Carbono?

Quem compra e quem vende Crédito de Carbono?

As empresas dos países signatários do protocolo de Kioto e Recentemente pelo Acordo de Paris assumiram o compromisso de reduzir as suas emissões de gases. Mas as empresas que não alcançarem a meta de redução ou que tiveram excedente de emissões devem comprar os créditos de Carbono para compensar a sua não redução ou excedente, compra os créditos, ou seja, paga pelo excedente. As empresas que reduziram suas emissões vendem o crédito excedente, aumentando seus lucros. O crédito de carbono é uma alternativa para as emissões inevitáveis geradas por indivíduos e empresas. A compra dos créditos de carbono garante a neutralização das emissões. No entanto, a metodologia para a regulação do comercio precisa ser definida pelos países signatários.

Formas de Compensação das emissões de gases ou de Neutralização de Carbono

Para fazer a compensação das emissões de gases corporativas ou de sua empresa, você ter ciência da quantidade de dióxido de carbono que é emitida e que deverá ser compensada. O procedimento que objetiva quantificar as emissões, é chamado de Inventário de Carbono. O Inventário de Emissões constitui um protocolo de procedimentos para o levantamento de dados que vai quantificar o total de emissões anual que é lançada na atmosfera pela empresa. Esse total vai corresponder a um quantitativo de créditos de carbono, que ela precisará para fazer a compensação de suas emissões a cada ano. Existem diversas maneiras de gerar créditos de carbono, de fazer a compensação ou a neutralização de Carbono, entre as quais cita-se o plantio de árvores que é a forma mais comum e barata, além do seqüestro de carbono, o reflorestamento e conservação de florestas trazem diversos outros benefícios para o solo, água, biodiversidade, entre outros. Promover a substituição de combustíveis fósseis por energia limpa (eólica, solar, de biogás, etc), assim empresas, e indústrias podem deixar de usar biomassa não renovável por renováveis ou passarem a emitirem menos gases para a atmosfera. A técnica de captura e armazenamento de carbono a chamada – CCS (Carbon Capture and Storage) pode ser a única opção para alcançar reduções significativas de carbono gerado pelo uso de combustíveis fósseis.

Por que fazer o Inventário de Emissões de gases?

A cada dia surge a necessidade das empresas produzirem mais e poluírem menos, como forma de garantir qualidade de vida às pessoas e ao meio ambiente. Empresas por exemplo, passam a ter mais valor quando adotam políticas ambientais. Empresas que fazem o Inventário das emissões de gases anual no mercado internacional têm muitas oportunidades, tais como, aumento da competitividade, redução de custos operacionais, adoção e alinhamento de melhores práticas, goza de reputação e eficiência, são vistas como corporações inovadoras, sustentáveis, assumem posição estratégica no mercado internacional, valorizando sua marca, seu produto e conquistando uma posição no mercado internacional.

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Estudo mostra como preservação ambiental pode ser um bom negócio para a economia https://www.birding.com.br/estudo-mostra-como-preservacao-ambiental-pode-ser-um-bom-negocio-para-a-economia/ https://www.birding.com.br/estudo-mostra-como-preservacao-ambiental-pode-ser-um-bom-negocio-para-a-economia/#respond Thu, 28 Feb 2019 18:39:48 +0000 https://www.birding.com.br/?p=4313 A preservação ambiental pode ser um bom negócio para a economia.

Um terço da cobertura vegetal nativa do Brasil está concentrado em áreas pobres, que deveriam ser consideradas prioritárias para a conservação de espécies. Esse e outros dados fazem parte de um diagnóstico sobre a biodiversidade do País, apresentado nesta quinta-feira (8) por cientistas brasileiros. Um deles mostra como a preservação ambiental pode deixar de ser “uma pedra no sapato” da economia para virar dinheiro. Para mudar a forma como a biodiversidade é vista por empresários, o estudo reúne informações sobre oportunidades que advém da diversidade brasileira. De acordo com a pesquisa, mais de 245 espécies da flora do País são base de produtos cosméticos e farmacêuticos e ao menos 36 espécies botânicas nativas possuem registro de fitoterápicos.

A conservação da biodiversidade tem impacto, ainda, nos cultivos. Das 141 culturas agrícolas analisadas no Brasil, 85 dependem de polinização por animais, de acordo com o documento. “É uma coisa sistêmica no Brasil: a biodiversidade, os recursos naturais de modo geral, são tratados como um problema, quando no fundo são a solução”, diz Scarano. Para os pesquisadores, a época atual, logo após as eleições, é propícia à discussão. “Estamos em um momento de renovação de governadores, de boa parte do Congresso Nacional, do governo federal. É a hora de buscar interlocutores, mostrar o trabalho que foi realizado e avançar”, avalia Joly.

Pobreza

O Brasil é um dos países mais ricos em biodiversidade do mundo, mas enfrenta desafios. “A situação se agravou nos últimos dez anos. Os principais causadores dessa perda ainda são a mudança do uso da terra, que leva à degradação ambiental, e, mais recentemente, as mudanças climáticas”, explica Carlos Joly, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES), responsável pelo documento. Nesta quinta-feira, uma versão resumida do 1º Diagnóstico Brasileiro de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos foi apresentada no Museu do Amanhã, no Rio. O trabalho, desenvolvido por dezenas de cientistas de diferentes áreas do conhecimento e várias partes do País, se inspira na iniciativa internacional de mapeamento do setor, o Painel Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Ecossistema, coordenado por quatro agências da Organização das Nações Unidas (ONU). A publicação brasileira compila informações e pesquisas sobre cobertura vegetal, culturas agrícolas, qualidade das águas, além da diversidade cultural do Brasil. Um mapa da “pobreza verde” faz parte da publicação. Com base em um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o mapeamento mostra áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade.

São 398 municípios que reúnem três características: baixa renda, alta cobertura vegetal nativa e alta vulnerabilidade às mudanças climáticas. Segundo a pesquisa, mais de um terço (36%) da cobertura vegetal nativa do Brasil se concentra em 7% dos municípios brasileiros – e essas cidades abrigam 22% da população pobre brasileira. Espalhadas pelos biomas da Amazônia, Cerrado e Caatinga, as localidades têm um desafio pela frente: tirar suas populações da pobreza mantendo a floresta de pé. “Como as pessoas podem sair da pobreza não às custas da natureza, mas a partir dela? Não tem receita de bolo, mas mostramos opções que talvez precisem ganhar escala”, disse o professor da UFRJ Fábio Scarano, que também coordena a BPBES. Entre os municípios prioritários, a maior parte deles está localizada na Caatinga – um dos biomas mais destruídos e que, paradoxalmente, recebe menos atenção. Fora da Amazônia, a maioria (62%) dos pontos estratégicos não tem áreas de proteção ambiental, de acordo com a pesquisa.

“Mesmo biomas que considerávamos pouco alterados, como dos Pampas e da Caatinga, isso na verdade se devia à falta de conhecimento. Eles estão passando por processos (de alteração) distintos, porque não são formações florestais como a Amazônia e a Mata Atlântica, mas que têm consequências desastrosas do ponto de vista biodiversidade”, diz Joly. Procurado na quarta-feira, 7, antes da divulgação oficial do documento, o Ministério do Meio Ambiente informou que não poderia comentar o estudo sem ter conhecimento completo dos dados.

Fonte: Estadão Conteúdo. Júlia Marques. 08 de novembro de 2018. São Paulo. Link.

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Inventário da fauna e da flora para o Licenciamento Ambiental https://www.birding.com.br/inventario-da-fauna-e-da-flora-para-o-licenciamento-ambiental/ https://www.birding.com.br/inventario-da-fauna-e-da-flora-para-o-licenciamento-ambiental/#respond Thu, 14 Feb 2019 19:57:41 +0000 https://www.birding.com.br/?p=4274 Inventário da Fauna e da Flora e o Licenciamento Ambiental, Manaus AM

O Levantamento da Fauna e da Flora são importantes instrumentos para avaliação e diagnóstico da diversidade biológica e abundância e das condições ambientais da região ou de determinada área geográfica. Os dados levantados são utilizados para a tomada de decisão sobre intervenção, gestão ou manejo numa determinada área natural. Para fazer qualquer intervenção sobre um espaço florestal, é necessária a realização de estudo para o conhecimento da composição da fauna e da flora local que estão muito relacionadas entre si e coexistindo há anos. O inventário consiste em se fazer a identificação, o registro  documental das espécies que ocorrem em uma região. Esse fazer, no entanto, necessário a participação de profissionais especialistas em cada um dos grupos de fauna e especialistas em identificação botânica. Os dados serão utilizados para determinar áreas importantes para conservação, para identificar espécies ameaçadas ou raras, e verificar o estado de conservação do ambiente.

Atividades sujeitas ao Licenciamento Ambiental

Hoje, a Resolução CONAMA Nº 001/86, prevê quais são as atividades potencialmente causadoras de impactos ambientais, que necessitam apresentar estes estudos:

Estradas de rodagem, ferrovias, portos e terminais de minério, petróleo e produtos químicos, aeroportos, oleodutos, gasodutos, minerodutos, troncos coletores e emissários de esgotos sanitários, linhas de transmissão de energia elétrica,  barragem para fins hidrelétricos, obras de saneamento ou de irrigação, abertura de canais para navegação, drenagem e irrigação, retificação de cursos d’água, transposição de bacias, diques, extração de combustível fóssil (petróleo, xisto, carvão), extração de minério, inclusive os da classe II, definidas no Código de Mineração, aterros sanitários, processamento e destino final de resíduos tóxicos ou perigosos, usinas de geração de eletricidade, complexo e unidades industriais e agroindustriais (petroquímicos, siderúrgicos, cloro químicos, destilarias de álcool, hulha, extração e cultivo de recursos hídricos), distritos industriais e zonas estritamente industriais – ZEI, exploração econômica de madeira ou de lenha, projetos Agropecuários que contemplem áreas acima de 1.000 ha ou menores entre outros.

Diagnóstico e Prognóstico da Área Diretamente Afetada e/ou da Área de Influencia Direta

Essas atividades ou empreendimentos para serem instalados, precisam realizar estudos para fazer o diagnóstico e o prognóstico dos efeitos que serão causados pelas intervenções, bem como apresentar medidas mitigadoras e de compensação. Com base nisso, o órgão ambiental terá estas ferramentas em mãos para avaliar os impactos e ameaças que advirão a partir das intervenções previstas no projeto. O levantamento e os estudos previstos deverão ser realizados na Área Diretamente Afetada – ADA ou na Área de Influencia Direta – AID, conforme definido no Termo de Referencia emitido pelo órgão ambiental licenciador. O Licenciamento Ambiental necessariamente será concedido com base nos resultados destes estudos ou se for o caso, com a complementação de novos estudos, caso o órgão ambiental entenda que esteja incompleto. O Relatório e as listas dos componentes da fauna e da flora que foram registrados e quantificados são fundamentais para análise das solicitações destes empreendimentos causadores de impacto ambiental.

Grupos de estudos da Fauna de vertebrados

Para a realização dos estudos da fauna existem técnicas e metodologias que devem adotadas para os grupos específicos tais como para as aves, para os peixes, para os mamíferos e para a herpetofauna (répteis e anfíbios). O levantamento de todos estes grupos vai demandar coleta de dados em diferentes horários do dia, à noite ou de madrugada, durante a tarde, conforme o grupo sob estudo. A equipe deverá identificar as espécies residentes, migratórias (período de ocorrência na região), identificar hábitat, informar o tipo de registro (visual, acústico, captura com redes, fotografia, gravação da voz, uso de câmeras trap, registro acústico); identificar se a espécie consta em algum apêndice da Convenção Internacional das Espécies da Fauna e da Flora ameaçadas pelo Tráfico Internacional – CITES, se está listada e que categoria na União Internacional para Conservação da Natureza – IUCN e na Lista Brasileira das Espécies da Fauna e da Flora Ameaçadas.

Estudos da fauna bentônica e de vetores de interesse médico

Em geral, são solicitados levantamentos que envolvem os grandes grupos de vertebrados, mas dependendo do caso, poderá ser solicitado inventário da fauna de insetos, que inclui as formigas, abelhas. Pode ser solicitado também, levantamento da fauna de vetores de interesse médico, transmissores de doenças entre outros. Eventiualmente, dependendo da fauna ou do bioma sujeito a intervenção das obras, pode ser solicitado o levantamento da fauna bentônica que inclui os insetos das ordens: Plecoptera, Trichoptera e Ephemeroptera que são bioindicadores de qualidade de água), entre outros.

Levantamento da Flora

Já o grupo de levantamento florístico, que objetiva caracterizar a flora local, o trabalho deverá ser realizado somente durante o dia. Além do levantamento da fauna e da flora, normalmente o órgão ambiental licenciador solicita outros estudos, de acordo com a atividade, porte da empresa, tipos de impactos que serão gerados (pequeno, médio e alto), local de implantação, gradação, tempo, abrangência, temporalidade entre outros. Um estudo da fauna e da flora bem completo, fornecerá ao órgão ambiental licenciador todas as informações necessárias a tomada de decisão a respeito do Licenciamento Ambiental de seu empreendimento. Uma equipe formada por profissionais experientes em fauna e flora, nessa hora poderá fazer a diferença na realização destes estudos.

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Colisão aves & janelas de vidro – a morte silenciosa de milhões de aves https://www.birding.com.br/colisao-aves-janelas-de-vidro-a-morte-silenciosa-de-milhoes-de-aves-no-brasil/ https://www.birding.com.br/colisao-aves-janelas-de-vidro-a-morte-silenciosa-de-milhoes-de-aves-no-brasil/#respond Thu, 31 Jan 2019 14:56:02 +0000 https://www.birding.com.br/?p=4127 De acordo com o Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos EUA, até 1 bilhão  de  aves são mortas anualmente por colisão com janelas, considerando todos os Estados e Municípios. Este é um numero expressivo e as mortes não despertam a atenção do grande público, porque elas acontecem de forma velada e silenciosa. São espécies nativas e exóticas, com grande prejuízo à dispersão de sementes e à polinização, úteis à perpetuação de florestas e à agricultura. A colisão pode machucar temporariamente as aves que se chocam, que caem e que se erguem parecendo estarem recuperadas, mas muitas vezes elas morrem posteriormente de hemorragia interna ou hematomas no cérebro pelo choque ou podem ser capturadas no chão por animais domésticos como gatos e cachorros. Estudos comprovam que uma em cada duas colisões resulta em uma fatalidade. No Brasil, pouco se sabe sobre os dados de colisão de aves contra janelas. No entanto, de acordo com Miguel Marini e Clarissa Camargo da Universidade Nacional de Brasília, cerca de 500 aves trombam e mais de cem morrem anualmente nas colisões com as fachadas espelhadas da Procuradoria-Geral da República, em Brasília. Durante o vôo, as aves não conseguem distinguir entre o que é real e o que é reflexo. Prédios isolados refletem o céu e a vegetação, facilitando os choques. São três colisões a cada dois dias e uma morte a cada três ou quatro dias. Como a vida útil dos edifícios é grande, o número de mortes pode passar da casa dos milhões em longo prazo.

De acordo com Marini, esse número de mortes no prédio da Procuradoria Geral em Brasília não chega a ser preocupante para a maioria das espécies porque muitas são comuns em ambientes urbanos. Mas o prédio ficará ali por dezenas de anos e muitos outros com fachadas espelhadas estão sendo erguidos em Brasília. De acordo com Von Matter, ornitólogo, autor de um artigo na Revista “Conexão Planeta”, os arranha-céus não são os maiores responsáveis pela morte de milhões de aves. Dados registram que 56% das colisões com óbito ocorre em prédios de 4 a 11 andares de altura, 44% em residências com 1 a 3 andares e menos de 1% em prédios com mais de 12 andares de altura, de acordo com um estudo feito nos EUA. Esse conjunto de prédios, ao longo do tempo, trará impactos significativos sobre a avifauna alada. No Brasil, o problema parece ser maior, considerando a sua rica e expressiva diversidade de aves, hoje com  1.919 espécies, segundo o Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos, praticamente o dobro da avifauna Americana com cerca de 800 espécies. Adicione-se a isto, a ausência de um estudo ou de ações governamentais que venham fazer frente às essa demanda, de acordo com o pesquisador Von Matter. De acordo com ele, possivelmente, o Brasil já esteja enfrentando uma epidemia silenciosa de colisões de aves em janelas e supõe que pelo menos o dobro das colisões que ocorrem nos EUA deva estar acontecendo no Brasil.

O que leva as aves se chocarem contra as janelas de vidro?

Estes dados revelam o alcance e a extensão do perigo a que está sujeita a avifauna silvestre, mas há uma pergunta que não quer calar: O que leva as aves se chocarem contra as janelas de vidro? As aves, os pássaros vêem árvores, paisagens, o céu e as nuvens refletidas nas superfícies de vidro e voam em direção a elas. Ou vêem através do vidro vasos de plantas dentro de casa ou a paisagem do outro lado por meio de uma segunda janela e tentam transpô-la. Elas se chocam contra as vidraças e não contra as paredes de concreto. Aves em pânico e em fuga para escapar de predadores são mais susceptíveis a se chocar contra janelas de vidro e mesmo à noite, quando os reflexos são mínimos, janelas iluminadas podem ser desorientadoras para as aves migratórias fazendo-as colidir com arranha-céus, prédios de escritórios e outras janelas iluminadas.

Como evitar e eliminar as colisões de pássaros contra janelas

As técnicas de prevenção abrangem desde barreiras físicas, uso de filmes, pinturas, películas adesivas, mudança no posicionamento das janelas, ou a combinação de várias ações. Veja a seguir o que fazer para evitar o morticínio dos pássaros causado pelas estruturas e cenários construídos pelo homem moderno.

(1) Aplicar insufilm na parte exterior das janelas para reduzir os reflexos do lado de fora delas. Isto permite que quem estiver dentro veja quem estiver fora; (2) Instalar janelas foscas com superfícies menos reflexivas; (3) Quando as janelas forem transparentes, manter as cortinas e persianas fechadas para reduzir a ilusão de que as aves podem voar por elas; (4) Ao instalar janelas, posicione-as um pouco inclinadas para baixo; (5). A superfície exterior da janela refletirá o chão ao invés do céu e as árvores, e não vai afetar a sua visão de dentro da casa; (5) Colocar tiras de fitas verticais na parte exterior da vidraça. As tiras não devem ter mais que 10 cm de distanciamento de uma tira para a outra. Você pode também pintar estas linhas usando uma tinta que pode ser limpa com uma esponja, mas não é removida com a água da chuva; (6) A noite, as janelas foscas ou sem barreiras artificiais, devem ser mantidas com as lâmpadas apagadas, para não atrair aves noturnas; (7) Cobrir a janela pelo lado de fora com uma tela ou rede para que a reflexão não seja visível; (8) Usar telas sobre a vidraça nas janelas exteriores. As telas quebram a reflexão, ajudam a amortecer o impacto e a reduzir as lesões se uma ave colidir contra a janela, fornecendo uma barreira física para as aves que voarem em direção a vidraça, mas não vai obstruir sua visão; (9) Usar guarda-sóis externos ou toldos para minimizar a reflexão e transparência das janelas e (10) Pelo lado de dentro, manter plantas e flores posicionadas longe das janelas, pois poderão ser vistas pelo lado exterior da janela de modo que as aves vejam nestas plantas fontes de abrigo e alimentação.

Para reduzir ou eliminar os riscos de colisão entre aves e janelas, você pode utilizar uma das formas acima ou a combinação de duas ou mais formas. Tomando uma atitude em defesa das aves, você estará ajudando na proteção e conservação delas!

Gostaria de relatar uma colisão de ave em sua cidade e colaborar com a ciência?

 Acesse a página do Instituto Passarinhar no Facebook e envie foto, localidade, data, horário e tipo de vidro ou estrutura onde ocorreu o acidente. Mantemos um projeto de monitoramento colaborativo de colisões em nível nacional, para quantificar os impactos em janelas no Brasil e buscar soluções inovadoras.

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Aves & Aeroporto uma combinação de risco, saiba por que… https://www.birding.com.br/aves-aeroporto-uma-combinacao-de-risco-saiba-por-que/ https://www.birding.com.br/aves-aeroporto-uma-combinacao-de-risco-saiba-por-que/#respond Thu, 31 Jan 2019 14:43:49 +0000 https://www.birding.com.br/?p=4122 Perigo Aviário ou Risco de Fauna

Conhecido anteriormente como Perigo Aviário, o Risco de Fauna este é um assunto que tira o sono das administrações aeroportuárias não somente no Brasil, mas em todo o mundo. Inicialmente, acreditava-se que esse risco se restringia somente às aves, mas hoje é unânime que não somente aves representam risco, mas todos os grupos de vertebrados, principalmente mamíferos, tais como veados, antas, preguiças, cães, gatos e até répteis, como serpentes, se tem registro de que tais animais já foram registrados cruzando a pista de pouso e decolagem ou colidiram em algum momento com aeronaves ou pelo menos ameaçaram. Hoje esse risco é chamado de Risco de Fauna e representa o risco potencial de colisão de uma aeronave com uma ave ou com outro animal no espaço aéreo ou nas imediações do aeródromo regional ou aeroporto. Para se ter noção do que pode representar uma colisão: uma ave de 2 Kg pode gerar um impacto de colisão de sete toneladas numa aeronave, cuja velocidade seja de 300 Km/h. Dependendo do local de colisão (cabina dos pilotos, motor, asa), o impacto poderá causar danos imprevisíveis. De acordo com o CENIPA, 70% a 80% das colisões com aves ocorrem entre o solo e 150m de altura, na vizinhança do aeródromo durante decolagem ou pouso. Esse risco de acidente é composto por duas variáveis: a probabilidade de colisão e a gravidade da colisão.

A probabilidade de colisão entre aves e a aeronave

A probabilidade de colisão é dada em função da quantidade de aves presentes nas rotas de vôo, do número de vezes em que eles se cruzam no espaço aéreo, assim o tamanho da população de aves, a massa corporal e o tempo de permanência em função de seus hábitos de procurar alimento (forrageio) ou de vôo, influenciam grandemente na probabilidade de colisão. A presença de animais é atribuída também a abundância e exposição de material orgânico, em estado sólido e líquido, fontes de recursos alimentares dentro ou nos arredores do aeroporto, tais como usinas de compostagem, lixeiras viciadas, presença de lagos, depressões com água, cercas para pouso, etc, de forma que o risco de colisão aumenta em Razão do número de focos de atração, de atividades ou características do meio ambiente que atraiam a presença de aves. Por outro lado, a intensidade dos danos e lesões decorrentes da colisão é dada em função da velocidade da aeronave e da massa da ave, ou seja, o peso da ave, mais a velocidade do avião e o local alvo do choque, vão determinar o grau de severidade, por exemplo, os dois maiores riscos associados à colisão com aves são: a penetração pelo pára-brisa atingindo frontalmente os pilotos os quais poderão ser gravemente feridos ou mortos, a ingestão pelo motor ou choque contra uma das asas podendo levar a aeronave a queda livre.

A ANAC e os Programas de Gerenciamento do Risco de Fauna

A Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC é a Agência Brasileira que fiscaliza e monitora a segurança nos aeroportos brasileiros. Em 2014 a ANAC promulgou o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil No. 164 (que trata das questões do meio ambiente), também chamado de RBAC-164. Ele estabelece regras para a identificação, gerenciamento do risco da fauna, monitoramento e de ações de manejo de fauna e se aplicam a todos os operadores de aeroportos/aeródromos públicos através dos seguintes Planos:

IPF. Identificação do Perigo de Fauna que objetiva identificar e caracterizar todos os potenciais focos de atração de fauna no aeródromo, durante o ano, se são permanentes ou temporários. O IPF tem validade de 2 anos, devendo ser revisado após esse prazo.

PGRF. Programa de Gerenciamento do Risco de Fauna. É um instrumento de caráter preditivo, que implica no acompanhamento aprofundado do perigo da fauna e incorporado à rotina operacional do aeródromo e tem como objetivos:  (1) gerenciar o risco de colisão entre animais e aeronaves em operação no aeródromo, por intermédio da identificação permanente dos perigos, bem como conhecimento e compilação dos eventos de segurança operacional existentes; e (2) controlar os perigos identificados, adotando, quando necessário, ações adicionais para mitigar o risco. O PGRF tem validade de 2 anos e deverá ser revisado após esse prazo.

PMFA. Plano de Manejo da Fauna do Aeroporto. Programa que estabelece metodologia, critérios e normas para o manejo da fauna (captura, contenção, translocação, etc), e deverá prever todas as suas ações em conformidade com a legislação ambiental, considerando a legislação atual para captura, contenção, manejo e transporte de animais silvestres. Esse plano deverá ser submetido primeiro ao órgão ambiental competente para aprovação e posteriormente à aprovação da ANAC. O PMFA tem validade de 2 anos, devendo ser revisado após esse prazo.

Gestão do Risco de Fauna – Perigo Aviário

Para uma eficaz gestão do risco de fauna o chamado Perigo Aviário é preciso que se tenha conhecimento da dinâmica das populações envolvidas, movimentos, comportamento, migração e seus hábitos de vida. Na Amazônia o desafio muda conforme o gradiente de inundação dos grandes rios (cheia, vazante, seca) que muda a paisagem e afeta o comportamento dos animais os quais executam movimentos de um lugar a outro, em diferentes épocas ano em busca de alimento e água. Adicione a isto, a ocorrência de bandos de espécies migratórias que entram no Brasil, na Amazônia e depois retornam, anualmente.

O Desafio da Gestão do Perigo Aviário

Hoje, o desafio da Gestão do Perigo Aviário passa pelos seguintes planos: (1) identificar e eliminar focos de atração intra e extra-muro aeroportuário; (2) Identificar as espécies que representam risco, conhecer hábitos, comportamento e sua dinâmica populacional e estimativa do tamanho populacional para controle – censos populacionais; (3) fazer o monitoramento e manejo das espécies que apresentam riscos, através de translocação, e (4) promover modificações ambientais a fim de tornar o ambiente do aeródromo ou aeroporto o mais hostil possível a permanência destas espécies. Um fator que conspira contra a gestão eficiente do risco nos aeroportos é o baixo registro de reportes de colisão dos pilotos por conta de não identificarem as espécies ou mesmo os não-reportes de animais que colidem em solo e são encontrados fragmentados. Importante coletar este material, conservar congelado e solicitar a identificação posteriormente, por especialistas.

Finalizando, para uma efetiva da gestão do risco de fauna é preciso ter um bom planejamento, o envolvimento de profissionais biólogos qualificados, seguir os protocolos e os procedimentos que estão definidos nos Planos e Programas, investir na capacitação dos técnicos e pilotos para que possam fazer registros de qualidade dos incidentes e colisões. Alem destas orientações para reduzir ou eliminar a presença de animais no aeródromo, outras formas de repeli-los devem ser mantidas (fogos, rojões) como medidas adicionais.

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Saiba tudo sobre Turismo Ornitológico na Amazônia Brasileira https://www.birding.com.br/saiba-tudo-sobre-turismo-ornitologico-na-amazonia-brasileira-2/ https://www.birding.com.br/saiba-tudo-sobre-turismo-ornitologico-na-amazonia-brasileira-2/#respond Thu, 31 Jan 2019 14:31:36 +0000 https://www.birding.com.br/?p=4115 Se sua resposta for positiva, então eu lhe apresentarei a seguir lhe interessará. É a proposta dos autores Reynier Omena Junior e Francisco Ritta Bernardino na obra: “Aves da Amazônia: Guia de Referencia para a Observação de Aves”, na terceira edição, revista e ampliada, 245 páginas coloridas, versão bilíngue (português-inglês). Um dos autores, o biólogo Reynier Omena Júnior que reside em Manaus, atua como organizador e guia especializado em Orniturismo no Amazonas há 18 anos trabalhando com clientes estrangeiros e brasileiros. O livro foi escrito para atender o público especializado que busca informação sobre aves, biologia, ecologia, ameaças e conservação numa linguagem simples e acessível. Ensina técnicas para observar, atrair e fotografar aves e como gravar seus sons. Ele mostra o perfil do cliente observador de aves, indica os principais países emissores, ensina como organizar, promover e guiar excursões especializadas em aves; aponta os principais destinos na Amazônia Brasileira e as espécies de interesse. Ele é especialmente dirigido aos observadores de aves, os chamados Birdwatchers ou Birders que têm interesse em visitar e conhecer a avifauna Amazônica, mas também aos biólogos, turismólogos, guias, agentes e operadores de turismo especializados no segmento do turismo chamado Birdwatching ou Birding. Essa obra tem sido bem procurada também por educadores, amantes da natureza, pessoas interessadas em aprender sobre o fantástico mundo das aves. A obra veio para suprir uma lacuna existente há muitos anos, que é a de uma publicação especializada no tema e para se estabelecer como o guia de referencia para a promoção e prática do Turismo Ornitológico ou de Observação de Aves na Amazônia Brasileira. O CD áudio com 50 sons de aves gravadas nas selvas da Amazônia acompanha este livro e demonstra o esforço e o sucesso dos autores na produção desta obra.

Esta obra tem como alvos, primeiramente os guias de turismo especializados em Aves ou que querem se especializar, guias de selva, agentes e operadores, órgãos governamentais fomentadores do turismo, a iniciativa privada. Aos turistas estrangeiros interessados em conhecer os principais destinos na Amazônia Brasileira, profissionais da área de biologia, agronomia, turismo, veterinária, engenharia florestal, técnicos de turismo, entre outros. De forma secundária, a obra objetiva alcançar as pessoas comuns interessadas em aprender sobre a vida das aves, que se interessam pela contemplação, pela fotografia da natureza ou para utilizar o conhecimento em atividades educativas. A obra revela os principais destinos para observar aves nos Estados do Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Amapá e indica as espécies de interesse do segmento que atraem observadores de aves do mundo inteiro para estes lugares. Se você quer conhecer estes destinos, aprender como identificar aves na natureza, como elaborar roteiro focado em aves e saber como organizar e como guiar uma excursão cujo interesse principal são as aves, então você vai gostar muito deste livro!

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