O que é a Coleta Seletiva? - Birding https://www.birding.com.br Serviços especializados em assessoria e consultoria ambiental Mon, 02 Sep 2019 17:18:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.2.4 https://www.birding.com.br/wp-content/uploads/2018/12/LOGO-BIRDING-ATUAL-150x150.jpg O que é a Coleta Seletiva? - Birding https://www.birding.com.br 32 32 O que é a Coleta Seletiva? https://www.birding.com.br/o-que-e-a-coleta-seletiva/ https://www.birding.com.br/o-que-e-a-coleta-seletiva/#comments Mon, 02 Sep 2019 17:18:03 +0000 https://www.birding.com.br/?p=4654

Coleta seletiva é o processo que consiste na separação, recolhimento e reciclagem dos resíduos descartados por empresas e pessoas, reaproveitando os recicláveis e os que podem ser compostados, com o envio ao descarte final, daqueles que não são recicláveis ou aproveitáveis. Este é um procedimento simples, que muitas cidades do Brasil tem feito com sucesso, mas ainda existem muitas cidades onde elas sequer foram implantadas. A coleta seletiva não é um processo de custo zero, muito pelo contrário, ela tem um custo que também não é tão alto, mas ele é superado pelos benefícios à saúde do ambiente e da população. Pra fazer coleta seletiva, é preciso boa articulação e envolvimento local, instalação de pontos de entrega voluntaria de resíduos, destinar um galpão com cobertura para receber o resíduo orgânico, uma equipe para trabalhar a compostagem e maquina para revirar o composto, ter um galpão e equipe para trabalhar os recicláveis ou articular esses trabalhos com catadores locais ou abrir concessão para empresas interessadas nestes mercados. Para o município, a implantação da Coleta Seletiva, vai implicar no aumento de viagens dos carros coletores, pois alem da coleta dos resíduos inservíveis que vão para o lixão, terá outra coleta somente dos orgânicos e uma coleta para os recicláveis. Então, a coleta seletiva tem um custo adicional, diferente como muitas pessoas podem pensar, que ela não tem custo.  Veja a seguir as vantagens da implantação da Coleta Seletiva:

Redução sensível do volume de resíduos que irá para o lixão, sendo enviado pra ele entre 50% a 30% do que é produzido na cidade. Isso vai reduzir sensivelmente a geração de chorume pela separação dos orgânicos que não irão mais para o lixão; permitirá uma geração de adubo (cerca de 50% a 60% do lixo da cidade, poda e serragem) que depois de compostado, poderá ser aplicado na arborização da cidade, incentivo a agricultura, à agricultura orgânica e aproveitamento de maior volume de recicláveis, uma vez que os resíduos serão separados na fonte, e vai girar a roda da economia. Apesar destas vantagens, a implantação dela não torna desnecessária a implantação de um aterro sanitário ou de outro sistema que faça a destinação correta, pelo contrário, no casso de ter aterro sanitário, ela vai colaborar grandemente para a eficiência e longevidade dele. No caso de destinação em Usina de Pirólise, como o serviço é pago por tonelagem, somente irá para a usina os inservíveis.

Como implantar a Coleta Seletiva no Municipio?

A implantação da Coleta Seletiva deve ser provocada pela Prefeitura sob a liderança do Secretário responsável pela Limpeza Pública e/ou pelo Secretário do Meio Ambiente. Definindo o Cooordenador e o Sub-coordenador entre estes dois Secretários, devem compor a coordenação; Secretario de Saúde, Secretario de Educação, Secretario de Obras, Secretario de Turismo ou outros, a critério do Prefeito e ou dos Coordenadores. Além destes, devem ser inseridos na equipe, representantes da Sociedade Civil organizada: Associação de Catadores, Igreja, Associação dos lojistas, comerciantes, entre outros. O Conselho Municipal do Meio Ambiente do Município, através de seu presidente e seus membros podem participar e colaborar em todo o processo, discutindo, analisando e tratando o assunto, por meio de uma Câmara Técnica a ser criada no Conselho, pois estes Conselhos Municipais do Meio Ambiente em boa parte dos municípios são atuantes. Antes da implantação da Coleta Seletiva, um diagnóstico dos serviços de coleta, disposição e destinação atualmente em execução pela Prefeitura, deverá ser feito pela equipe de Coordenação de todos os trabalhos, e deverá abranger os seguintes processos:

 (1) identificar possíveis falhas nos serviços e corrigi-las,  tais como cumprimento de horários, na frequência na cobertura dos serviços e para saber se precisa reforçar o equipamento de coleta dos resíduos. (2) Verificar como é feito o transbordo dos resíduos pelos carros coletores no lixão (resíduos são espalhados no local, espalhados ao longo da estrada de acesso ao lixão?). O lixão é cercado e o acesso às pessoas e animais domésticos é proibido ou dificultado? (3) Como está o aparelhamento da coleta, os carros coletores, maquinário para trabalhar no lixão estão em funcionamento, recebem manutenção periódica, as vias de acesso ao lixão estão acessiveis? (4) A disposição dos resíduos pelos moradores, comerciantes, instituições publicas, lojistas e unidades de saúde é adequada? Os resíduos são acondicionados bem fechados e livres de acesso pelos animais domésticos? (5) Como é feita a disposição dos resíduos de Saúde? Então este seria o primeiro diagnóstico a fazer.

Identificar Associações ou Cooperativas de Catadores no Município

O processo seguinte envolve a identificação de atores que poderão participar deste processo: (1) Identificar Associação e/ou Cooperativas de Catadores que têm interesse e capacidade de coletar/receber os recicláveis. Espera-se que a Associação disponha de um galpão apropriado para receber, trabalhar, armazenar/recolher os produtos deixados nos postos de coleta e comercializar os resíduos recicláveis; (2) Identificar Pontos de Entrega Voluntária – PEV, as também chamadas Estações de Coleta Seletiva para a entrega/recepção dos Recicláveis, devendo se localizar em pontos estratégicos da cidade. Estes pontos podem consistir na disposição de contenedores, camburões personalizados e protegidos contra a chuva com os nomes dos resíduos que cada unidade deverá receber: vidros, metais, plásticos, etc. Passar a gestão dos PEV para a Associação de Catadores ou terceirizar os serviços. (3) Identificar Associações, Cooperativas ou pessoas interessadas em receber e compostar os resíduos orgânicos. Necessário dispor de um galpão e infraestrutura para servir como Central de Compostagem. Esta Unidade deverá receber, compostar e distribuir/comercializar o adubo tratado. Alguns órgãos e instituições, entretanto, podem encontrar dificuldades por não haver em suas cidades cooperativa ou associação de catadores. Nestes casos recomendamos que haja um engajamento do poder público para financiar os catadores autônomos, tanto tecnicamente como financeiramente. Para que estes formem cooperativas capazes de recolher os resíduos gerados. Outra alternativa é o acordo setorial entre órgãos públicos e privados visando dar a destinação ambientalmente adequada dos resíduos.

SACOS DE RESIDUOS PARA COLETA SELETIVA*Veja nas figuras acima como acondicionar os resíduos em sacos plásticos de até 100 litros: resíduos inserviveis (preto), orgânico (marrom) e hospitalares/contaminantes (branco).

Procedimentos para a Coleta Seletiva

A população, comércio, governo, empresas e unidades de saúde, deverão dispor os resíduos conforme figuras acima, em saco próprio, bem  acondicionados no interior da lixeira e protegido com tampa contra ataque de animais domésticos. A coleta do resíduos inservíveis é diária, disposição em saco de até 100 litros de cor preta, acomodado em lixeira própria com tampa, fechada, protegido contra animais domésticos em frente à residência, comércio, condomínio, empresa ou Unidade de Saúde. A coleta do resíduo orgânico, é diária, disposição em saco de cor marrom de até 100 litros, acomodado em lixeira própria com tampa, fechada ao lado do inservível, protegido contra animais domésticos em frente à residência, comércio ou Unidade de Saúde. A coleta do resíduo contaminante também é diária, disposição em saco branco, de até 100 litros, acomodado em lixeira própria com tampa, fechada, protegido contra animais domésticos em frente à Unidade de Saúde. Já os resíduos recicláveis tem coleta uma vez por semana, separado em local na residência, comercio, condomínio ou empresa por até uma semana, aguardando passagem semanal do carro coletor dos recicláveis. Ele também pode ser entregue diretamente num PEV. Entre os recicláveis, devem ser incluídos: resíduos da construção civil, que poderão ser aproveitados em recuperação de buracos nas vias e recuperação de calçadas.

Definidas estas etapas, a equipe deverá estabelecer o procedimento para a separação dos resíduos, como será a disposição pela população e coleta pela Prefeitura. Segundo passo, determinar por rua, os dias e o horário em que o carro da coleta dos inservíveis passará. Em seguida, determinar por rua, os dias e horários em que o carro coletor do Orgânico passará. Determinar por rua, o dia e horário em que o carro coletor dos Recicláveis passará. Os resíduos deverão ser disponibilizados para a coleta regular uma hora antes de o carro coletor passar. E depois que o carro passar, não deverão ser disponibilizados resíduos nas lixeiras, somente no próximo dia de coleta, uma hora antes de o carro coletor passar. Isso evitará que os sacos sejam rasgados por animais domésticos e ate exalem mau cheiro.

Começando as Audiências Públicas para Implantação da Coleta Seletiva

Definidos todos os procedimentos anteriores, uma apresentação digital em Power Point deverá ser elaborada para apresentar nas Audiências Públicas sobre a Coleta Seletiva. O chamamento deve ser pela rádio, em entrevistas pela TV local, nas vozes comunitárias, por meio de áudios e vídeos produzidos com o objetivo de ensinar sobre os procedimentos para a implantação da Coleta Seletiva. As audiências deverão ser convocadas nos principais bairros, vilas e comunidades do município e todos deverão ser incentivadas a começarem individualmente a fazerem a separação dos resíduos e a disposição correta deles. As palestras devem ensinar os procedimentos de separação, de classificação dos resíduos, das tabelas com os dias de coletas por rua e horários, para elucidar as dúvidas e cooptar o apoio de todos os moradores e lideranças do município: governo, igrejas, lojistas, comerciantes, empresários, UBS, hospitais, Associações, Colônias de Pescadores, Sindicatos, etc, enfim, todos os representantes do governo e da sociedade civil. Audiências públicas, sim, elas devem ser realizadas para apresentar o Programa e Plano de Implantação da Coleta Seletiva no Município. Após as primeiras apresentações, a equipe já deve planejar e marcar a data de inicio da implantação oficial da coleta seletiva na cidade, momento em que todos os moradores já deverão disponibilizar seus resíduos separados.

Criação da Lei com a Normatização da Coleta Seletiva

Em paralelo a tudo isto, a equipe deverá trabalhar na Minuta de Decreto com a normatização da Coleta Seletiva, caracterização dos resíduos gerados no município, as regras, normas e penalidades para quem descumprir as normas, que deverá ser discutida no COnselho Municipal do Meio Ambiente e ampla participação popular, e que poderá ser promulgada em Forma de Resolução pelo próprio Conselho ou ser apresentada ao Prefeito para promulgação em forma de Decreto Municipal. Uma data deverá ser determinada como data-limite, para que a Secretaria do Meio Ambiente comece a fazer a fiscalização e as autuações no caso de descumprimento da Coleta Seletiva pela população local, empresários e sociedade civil.

Importante salientar que nesse primeiro momento, a coleta seletiva não irá resolver o problema do lixão. No entanto, ela vai diminuir drasticamente a quantidade de resíduos que será enviado para ele, além de que por meio da coleta seletiva a classe dos catadores passará a ter uma renda ou um aumento, haverá produção de adubo orgânico para incentivar a agricultura e a produção de mudas para arborização, além de reduzir a produção de chorume no lixão, vai diminuir drasticamente o volume de resíduos no lixão, o mau cheiro e com estas medidas estará cuidando da saúde da população e o município ficará de bem com o meio ambiente. A iniciativa de implantação da coleta seletiva, no entanto, não substituirá a necessidade e a responsabilidade e obrigação do prefeito de construir um Aterro Sanitário e de desativar/encerrar o lixão.

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A situação dos lixões no Amazonas e a Coleta Seletiva – Parte I https://www.birding.com.br/a-situacao-dos-lixoes-no-amazonas-e-a-coleta-seletiva-parte-i/ https://www.birding.com.br/a-situacao-dos-lixoes-no-amazonas-e-a-coleta-seletiva-parte-i/#respond Wed, 24 Jul 2019 13:17:12 +0000 https://www.birding.com.br/?p=4627 LIXÃO DE ITACOATIARA - AM LIXÃO DE ENVIRA - AM
A situação dos lixões no Amazonas e a Coleta Seletiva – Parte I

A situação dos lixões no Amazonas vai contra a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, definida pela Lei Federal Nº 12.305, de 2 de Agosto de 2010, tem por objetivo extinguir os lixões a céu aberto e estabelecer através da construção de aterros Sanitários, um sistema mais barato e que é efetivo para a disposição adequada dos resíduos. No entanto, desde a sua promulgação, municípios alegam não disporem de recurso para a construção destes aterros. Não somente é necessária e requerida a construção de aterros, mas é imperativa, a necessidade de desativar os antigos lixões. No que pese o fato das prefeituras não disporem de recurso financeiro, há que se admitir que ações podem e devem ser feitas para minimizar os lixões a céu aberto, que acumulam material orgânico em decomposição, atraem urubus, ratos, moscas e assim, constituem focos de transmissão de doenças à população do entorno, que vão refletir no aumento no numero de atendimentos médicos e de receitas nas Unidades de Saúde. Estudos comprovam que os lixões estão custando bilhões para a Saúde e para o meio ambiente do Brasil (leia o Artigo) e os prefeitos precisam trabalhar para mudar esta realidade.

O Ministério Público Estadual do Amazonas tem cobrado o encerramento de Lixões a céu aberto e cobrado a construção de Aterros: Municípios de Envira e Itacoatiara; multou o ex-prefeito de São Gabriel da Cachoeira no Amazonas e tem cobrado a extinção dos lixões de Parintins, alem de outros em curso. Para o MPE embora Prefeitos aleguem insuficiência de recursos, eles não tem demonstrado esforços possíveis no sentido de executar minimamente as exigências legais de saneamento básico, e que tem caráter prioritário nas finanças municipais por se ligar ao direito fundamental à saúde e ao ambiente hígido.

Problemas causados pelos lixões.

Os problemas originados pelos lixões com o descarte de resíduos a céu aberto, são: (1) Produção de odor desagradável, mau cheiro pelo chorume com a decomposição do material orgânico presente no lixo; (2) Contaminação do solo pelo chorume – líquido de cor escura; (3) Contaminação das águas superficiais e subterrâneas com a penetração do chorume no solo alcançando o lençol freático; (4) Aumento dos casos de doenças, pois o lixo atrai ratos, baratas e moscas podendo tornar-se criadouro de mosquitos vetores de enfermidades como a dengue; (5) Aumento do número de incêndios causados pelos gases que foram gerados a partir da decomposição dos resíduos depositados nos lixões.

As Prefeituras deveriam trabalhar intensamente para implantar em seus municípios, a coleta seletiva. Por meio de audiências publicas nos principais bairros, vilas e comunidades do município, o plano deveria ser apresentado para ensinar os procedimentos de separação, de classificação, para elucidar as dúvidas e cooptar o apoio de todos os moradores e lideranças do município: governo, igrejas, lojistas, comerciantes, empresários, UBS, hospitais, Associações, Colônias de Pescadores, Sindicatos, etc, enfim, todos os representantes do governo e da sociedade civil. Junto com o Plano de Implantação, uma Legislação específica com toda a normatização deve ser promulgada para validar o Plano.

Audiências públicas, sim, elas devem ser realizadas para apresentar o Programa e Plano de Implantação da Coleta Seletiva no Município. Ela vai resolver o problema do lixão a céu aberto? Não, nesse primeiro momento não, mas ela vai diminuir drasticamente a quantidade de resíduos que será enviado para o lixão. A coleta seletiva deverá premiar os seguintes aspectos:

Classificação e a Separação dos resíduos

A classificação e a separação dos resíduos deverá levar em consideração os tipos de resíduos que efetivamente tem valor no mercado de reciclagem local ou na capital, como matéria prima, ou seja, os que podem ser reaproveitados, reutilizados ou transformados.

O que são Resíduos Recicláveis.

São considerados resíduos recicláveis aqueles resíduos que constituem interesse de transformação, que têm mercado ou operação que viabiliza sua transformação industrial. Para citar um exemplo: fraldas descartáveis são recicláveis, mas no Brasil não há essa tecnologia (ainda). Portanto não há destino alternativo aos lixões e aterros sanitários para fraldas descartáveis no Brasil. Logo, fraldas descartáveis não se configuram como materiais recicláveis no nosso contexto. Este exemplo também é bom para demonstrar como não há “receita de bolo”  e a importância de o programa de coleta seletiva ter coerência com a realidade local, isto é, a realidade social, ambiental e econômica. Nesse caso, um produto como este deve ir para o aterro, como inservível. Entre os resíduos recicláveis comercializados em Manaus citam-se: latinhas de alumínio, papelão, cobre, garrafas de vidros transparentes, garrafas pets, eletrônicos, entre outros. Teoricamente, estes são os recicláveis que tem valor com uma cadeia trabalhando neles, no entanto, cada município considerando a distancia e o custo da logística para Manaus devem avaliar se um dado resíduo deve ser inserido como reciclável ou inservível.

O que são Resíduos Orgânicos.

Os resíduos orgânicos são constituídos basicamente por restos de animais ou vegetais descartados de atividades humanas. Podem ter diversas origens, como doméstica ou urbana (restos de alimentos e podas), agrícola ou industrial (resíduos de agroindústria alimentícia, indústria madeireira, frigoríficos…), de saneamento básico (lodos de estações de tratamento de esgotos), entre outras. São materiais que, em ambientes naturais equilibrados, se degradam espontaneamente e reciclam os nutrientes nos processos da natureza. Mas quando derivados de atividades humanas, especialmente em ambientes urbanos, podem se constituir em um sério problema ambiental, pelo grande volume gerado e pelos locais inadequados em que são armazenados ou dispostos. Este tipo de resíduo deve passar por um processo de tratamento, pois, por se tratar de resíduo biológico, está sujeito ao processo de decomposição por bactérias e fungos, causando mau cheiro. São eles: bagas de frutas, legumes, verduras, resto de comida, casca de ovos, borra de café, folhas provenientes de poda de árvores, folhas secas, pó de madeira, serragem, paú, madeira apodrecida, galhada de arborização após a trituração e semelhantes. No entanto, no resíduo orgânico que passará pelo processo de decomposição não deve ser colocado restos animais que são utilizados ou não como alimentação, tais, como de pele, carne, peixe, carcaças de animais mortos, vísceras, sangue, ou resíduos líquidos. O orgânico é um resíduo que passará pelo processo de decomposição, por isso é um resíduo húmido que deve ser embalado seco, sem derramamento de líquido.

O que são Resíduos Não Recicláveis ou Inservíveis.

Resíduos Não Recicláveis ou Inservíveis, são aqueles que não são recicláveis, não passam por um processo para o reuso ou de transformação e não são de interesse da cadeia recicladora. Neste grupo também são incluídos os resíduos que são reciclados noutras partes do Brasil, mas não o são no município e nem na capital. São eles: fraldas descartáveis, papéis higiênicos, guardanapos de papel, sacolas plásticas, embalagens de produtos de limpeza, aerossóis, papéis diversos, pedaços de fios, barbeadores, embalagens de desodorantes, embalagens de vidro diversas, embalagens de enlatados, pano velho, sapato, tênis; copos, pratos e talheres descartáveis, potes de margarina, garrafas de vidro escuras, papéis metalizados, parafinados ou plastificados, adesivos, etiquetas, fita crepe, papel carbono, fotografias, papel toalha, absorventes íntimos, entre outros. As garrafas escuras, podem ser trituradas e utilizadas com cimento para tapar buracos em vias públicas.

O que são Resíduos Contaminantes.

Resíduos Contaminante, são os resíduos gerados nas Unidades Médicas ou de Saúde os chamados Resíduos dos Serviços de Saúde, são resíduos biológicos e de caracteres contaminantes. Eles são classificados em função de suas características e conseqüentes riscos que podem acarretar ao meio ambiente e à saúde. De acordo com a RDC ANVISA 306 de 2004 e Resolução CONAMA 358 de 2005, os Resíduos dos Serviços de Saúde  são classificados em cinco grupos: A, B, C, D e E. Leia aqui a recente  Resolução RDC No. 222 de 28 de março de 2018 da ANVISA. Os RSS gerados nas Unidades de Saúde, em geral constam de: seringas, agulhas, algodões usados, ataduras, escarros, secreções, carcaça de animais, cadáver de animais partes de membros, remédios vencidos. A partir destes conhecimentos, agora então, nós podemos pensar e planejar a Coleta Seletiva.

Aguarde o próximo Post, onde será abordado “Como iniciar a Coleta Seletiva”, a montagem da infraestrutura de apoio, articulação dos atores, como vai funcionar a coleta seletiva, como fazer a mobilização das pessoas, a apresentação dos procedimentos nas audiências públicas e todas as ações que vão iniciar todo o processo, dando continuidade a este conteúdo.

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Restaurar florestas tropicais não é significativo se essas florestas durarem apenas 10 ou 20 anos https://www.birding.com.br/restaurar-florestas-tropicais-nao-e-significativo-se-essas-florestas-durarem-apenas-10-ou-20-anos/ https://www.birding.com.br/restaurar-florestas-tropicais-nao-e-significativo-se-essas-florestas-durarem-apenas-10-ou-20-anos/#respond Thu, 30 May 2019 00:47:01 +0000 https://www.birding.com.br/?p=4526 Restaurar florestas tropicais não é significativo se essas florestas durarem apenas 10 ou 20 anos

     

As florestas tropicais em todo o mundo estão sendo perdidas a uma taxa de 61.000 milhas quadradas por ano. E apesar dos esforços de conservação, a taxa global de perda está se acelerando. Em 2016, atingiu uma alta de 15 anos, com 114.000 milhas quadradas desmatadas. Ao mesmo tempo, muitos países prometem restaurar grandes áreas de florestas. O Bonn Challenge, uma iniciativa global lançada em 2011, exige compromissos nacionais para restaurar 580.000 milhas quadradas das terras desmatadas e degradadas do mundo até 2020. Em 2014, a Declaração de Nova York sobre Florestas aumentou essa meta para 1,35 milhões de milhas quadradas, uma área sobre duas vezes o tamanho do Alasca, em 2030. A restauração ecológica é um processo de recuperação de ecossistemas danificados. Ela produz muitos benefícios para a vida selvagem e para as pessoas – por exemplo, melhor habitat, controle da erosão, água potável e empregos.        

É por isso que o Bonn Challenge é tão emocionante para geógrafos e ecologistas como nós. Ele traz a restauração para o centro das discussões globais sobre o combate às mudanças climáticas, prevenindo a extinção de espécies e melhorando a vida dos agricultores. Ele conecta governos, organizações, empresas e comunidades e está catalisando investimentos substanciais em restauração florestal. No entanto, um olhar mais atento mostra que ainda falta uma luta para realizar plenamente a visão do Desafio de Bonn. Alguns esforços de reflorestamento fornecem apenas benefícios limitados, e estudos mostraram que a manutenção dessas florestas por décadas é fundamental para maximizar os benefícios econômicos e ecológicos de estabelecê-los.

Colocando árvores de volta na terra 

Até agora, 48 nações e 10 estados e empresas assumiram compromissos com o Bonn Challenge para restaurar 363.000 milhas quadradas até 2020 e outras 294.000 milhas quadradas até 2030. Os Estados Unidos e uma província paquistanesa já cumpriram seus compromissos, restaurando um total de 67.000 milhas quadradas. Restaurar florestas representa desafios políticos e econômicos para os governos nacionais. Deixar as florestas voltarem inevitavelmente significa retirar terras da agricultura. A regeneração natural da floresta ocorre principalmente onde os agricultores abandonaram terras de baixa qualidade, ou onde os governos desencorajam práticas agrícolas pobres – por exemplo, perto de zonas húmidas ou em encostas íngremes. Oportunidades de regeneração natural em outros lugares são limitadas.          

Como resultado, grande parte da restauração da paisagem florestal no âmbito do Desafio de Bonn se concentra na melhoria das paisagens existentes usando árvores. As atividades de restauração podem incluir a criação de madeira ou plantações de frutas; agrossilvicultura, ou plantar fileiras de árvores dentro e ao redor de campos agrícolas; e silvicultura, ou melhorar a condição de florestas degradadas. Um dos primeiros sucessos, o “Tsunami da Árvore dos Bilhões” na província de Khyber Pakhtunkhwa, no Paquistão, superou sua promessa de 350.000 hectares através de uma combinação de proteção da regeneração da floresta e plantio de árvores. Da mesma forma, Ruanda restaurou 700.000 dos 2 milhões de hectares que prometeu, principalmente através de sistemas agroflorestais e reflorestamento de áreas propensas à erosão, e criou milhares de empregos verdes.

Desertos verdes         

No entanto, essas “florestas restauradas” são frequentemente substitutos pobres para o habitat natural. Para animais que vivem em florestas tropicais, agroflorestas e plantações de árvores podem parecer mais desertos verdes do que florestas.
Muitas espécies de fauna silvestre tropical são encontradas apenas em florestas tropicais maduras e não podem sobreviver em agroflorestas abertas, monoculturas de árvores ou regeneração natural jovem. Restaurar verdadeiramente o habitat da floresta tropical requer uma diversidade de espécies florestais e tempo. No entanto, essas “florestas” de trabalho têm valor ecológico para algumas espécies e podem poupar florestas naturais remanescentes de machados, fogo e arados. Além disso, cientistas estimaram que as florestas restauradas poderiam sequestrar até 16% do carbono necessário para limitar o aquecimento global a menos de 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais, gerando cerca de US $ 84 bilhões em ativos como madeira e controle da erosão.

Restaurado, mas por quanto tempo?

Os benefícios para a vida selvagem e o clima da Terra a partir da restauração florestal acumulam-se ao longo de décadas. No entanto, é improvável que muitas florestas permaneçam protegidas por tanto tempo. Em um estudo de 2018, mostramos que as florestas que se regeneraram naturalmente na Costa Rica entre 1947 e 2014 tinham apenas 50% de chance de durar 20 anos. A maioria dos lugares onde as florestas foram novamente removidas para agricultura. Vinte anos representam cerca de um quarto do tempo necessário para os estoques de carbono florestal se recuperarem completamente, e menos de um quinto do tempo necessário para o retorno de muitas plantas e animais que habitam a floresta. Infelizmente, 20 anos podem ser mais do que a maioria das novas florestas conseguem. Estudos no Brasil e no Peru mostram que a regeneração de florestas é redefinida ainda mais rapidamente, muitas vezes depois de alguns anos.

Esse problema não está limitado a florestas naturais. Agroforestas em todo o mundo estão sob pressão. Por exemplo, até décadas mais recentes, os cafeicultores e produtores de cacau nos trópicos cultivavam suas plantações em agroflorestas sob uma sombra de árvores, o que imitava a forma como essas plantas crescem na natureza e maximizam sua saúde. Hoje, no entanto, muitos deles cultivam suas plantações ao sol. Este método pode melhorar o rendimento, mas requer pesticidas e fertilizantes para compensar o estresse adicional nas plantas. E, embora as plantações de madeira sequestram carbono adicional a cada colheita e replantio, o seu replantio depende da mudança da demanda do mercado por madeira. Uma vez colhidas após seis a 14 anos de crescimento, as plantações de madeira tropical podem ser abandonadas como um mau investimento e substituídas por plantações em maior escala ou pastagens. 

Fundações sólidas para recuperação 

Se o Desafio de Bonn é para alcançar seus objetivos, as nações terão que encontrar maneiras de converter as promessas de restauração de curto prazo em recuperação de longo prazo do ecossistema. Isso pode exigir o aperto das regras.       Alguns países se comprometeram a proteger áreas exageradamente grandes. Por exemplo, Ruanda comprometeu-se a restaurar 77% de seu território nacional, e a Costa Rica e a Nicarágua se comprometeram a restaurar 20% de seus territórios cada um. Outra falha é que o Desafio de Bonn não impede que os países desmatem algumas áreas, mesmo quando estão restaurando outras.  Será impossível acompanhar o progresso geral sem um compromisso internacional para monitorar e sustentar os sucessos da restauração. Organizações internacionais precisam investir em redes de monitoramento via satélite e locais. Também acreditamos que eles devem considerar como grandes investimentos internacionais em setores como agricultura, mineração e infraestrutura impulsionam a perda e a regeneração florestal.

Países como a Indonésia, que podem estar considerando uma promessa do Bonn Challenge, devem ser encorajados a se concentrarem em impactos de longo prazo. Em vez de restaurar 10.000 milhas quadradas de floresta com um ano de idade até 2020, por que não restaurar 5.000 milhas quadradas de florestas de 100 anos até 2120? Países como a Costa Rica, que já se comprometeram, podem garantir esses ganhos, protegendo as florestas renovadas. A Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou recentemente uma resolução designando 2021 a 2030 como a Década de Restauração de Ecossistemas da ONU. Esperamos que este passo ajude a motivar as nações a manter suas promessas e investir na restauração dos ecossistemas desmatados e degradados da Terra.

Do original: “Restoring tropical forests isn’t meaningful if those forests only stand for 10 or 20 years”, de autoria de: Matthew Fagan, Leighton Reid, Margaret Buck Holland. Clique aqui para ler o original em inglês. Tradução: Reynier Omena Junior

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Resíduos Sólidos: Consórcio é melhor modelo de negócio para resíduos sólidos https://www.birding.com.br/residuos-solidos-consorcio-e-melhor-modelo-de-negocio-para-residuos-solidos/ https://www.birding.com.br/residuos-solidos-consorcio-e-melhor-modelo-de-negocio-para-residuos-solidos/#respond Tue, 09 Apr 2019 22:58:08 +0000 https://www.birding.com.br/?p=4479 Consórcio é melhor modelo de negócio para resíduos sólidos

  

Técnicos do Paraná chegam à conclusão que a formação de consórcios entre os municípios é a melhor alternativa para o gerenciamento dos resíduos sólidos. Especialistas participaram, em Curitiba, de um evento técnico internacional de capacitação para o Projeto de Cooperação Técnica para a Proteção do Clima na Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos, organizado pela Sanepar, em parceria com a Agência de Cooperação Alemã GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbelt). Na abertura do evento, o secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Marcio Nunes, ressaltou que a capacitação vai ajudar os municípios, principalmente os menores, a formarem consórcios para resolver a questão dos resíduos sólidos. “O Governo do Estado dá as diretrizes de como os municípios devem atuar, e a agência de cooperação alemã e a Sanepar ajudam com a expertise e tecnologia que têm sobre o assunto”, disse o secretário.

O diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile, também destacou a atuação e o know-how da empresa na área de resíduos sólidos. “A Companhia vai trabalhar como operadora desses sistemas, um modelo que poderá ser replicado para todo o Brasil. Caberá ao Governo do Estado dar aos municípios garantia jurídica, técnica e financeira.” Os resíduos sólidos já estão em ambiente regulado dentro da Sanepar. Segundo o diretor de Investimentos da Companhia, Joel Macedo, será necessário agora definir a dimensão do negócio e de qual é o capital necessário para ele ser desenvolvido. A Sanepar faz hoje a gestão de três aterros sanitários que atendem 7 municípios no Norte do Estado. Por meio de contratos com as Prefeituras de Cianorte, Apucarana e Cornélio Procópio, a Companhia administra três sistemas, que, em 2018, movimentaram 64 mil toneladas de resíduos, atendendo uma população de 290 mil pessoas.

O organizador do evento, Charles Carneiro, gerente de Resíduos Sólidos na Sanepar, disse que o projeto ProteGEEr terá desdobramentos até 2021. “O primeiro passo, de formação dos consórcios, já foi dado. Agora vamos trabalhar junto com os prefeitos no volume de resíduos sólidos a ser coletado. Quanto maior o volume, mais poderemos investir em tecnologia, beneficiando o meio ambiente e a população”, afirmou. De acordo com ele, a Sanepar e o Estado têm colocado o segmento de resíduos como uma das prioridades para o desenvolvimento. “É urgente termos um trabalho efetivo e sustentável na área de resíduos em todo o mundo. A Sanepar tem se esforçado muito em busca de bons modelos de trabalho, que potencializem os avanços e tragam respostas concretas e sustentáveis para o setor”, afimou.

Gestão Consorciada dos Resíduos Sólidos

A gestão consorciada dos resíduos sólidos visa obter a escala adequada para a prestação dos serviços de modo sustentável, onde deve haver uma congregação de esforços entre os municípios consorciados. Objetivo: arcar com os custos de uma gestão técnica, eficiente e modernizada dos resíduos sólidos, com a devida distinção entre as atividades de cunho tipicamente local. A gestão consorciada pode continuar sendo executada pelos municípios de forma isolada (atividades de coleta, por exemplo), daquelas que devem ser planejadas, articuladas e executadas regionalmente, como, por exemplo, o compartilhamento de estruturas físicas de disposição final (aterros sanitários). Vale destacar, no entanto, que o consorciamento para a gestão dos resíduos não se limita ao compartilhamento de aterros sanitários entre os municípios, podendo também ser compartilhados, por exemplo, equipe técnica (ex.: engenheiros), equipamentos (ex.: trituradores de poda) e outras unidades de destinação de resíduos (ex.: reciclagem de resíduos da construção civil), o que possibilita a elevação da capacidade técnica, gerencial e institucional para o desenvolvimento das atividades.

 

Fonte: Folha do Meio Ambiente. 06 de Marco de 2019

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Turismo na Costa Rica e na Amazônia – O que ambas têm em comum? https://www.birding.com.br/turismo-na-costa-rica-e-na-amazonia-o-que-ambas-tem-em-comum/ https://www.birding.com.br/turismo-na-costa-rica-e-na-amazonia-o-que-ambas-tem-em-comum/#respond Mon, 18 Mar 2019 19:33:15 +0000 https://www.birding.com.br/?p=4498    

Turismo na Costa Rica e na Amazônia – O que ambas têm em comum?

Por que um país de características Amazônicas tão pequenas conseguiu ter um desenvolvimento do turismo de Natureza de forma excepcional e um PIB tão representativo, enquanto que países e Estados da Amazônia Brasileira não conseguem sequer ter uma atividade turística mínima. No que pese esta realidade nos Países e Estados Amazônicos, há de se admitir que o Brasil tenha alta diversidade, alguns dos ambientes florestais existentes na Costa Rica, no entanto, o Turismo na Amazônia engatinha a passos lentos. Neste post selecionamos vários pontos os quais foram bem explorados na Costa Rica, os quais podem ser os diferenciais de sucesso naquele pequeno e rico país.

O Turismo na Costa Rica

Costa Rica tem no turismo um dos principais indutores econômicos e de crescimento mais acelerado do país. Desde 1999, o turismo gera mais renda em moeda estrangeira para o país do que a exportação de suas culturas tradicionais de banana, abacaxi e café juntas. A bonança turística começou em 1987, com o número de visitantes aumentando de 329 mil em 1988, alcançando um milhão em 1999, alcançando um recorde histórico de 2,34 milhões de turistas estrangeiros em 2012. Em 2010, o turismo contribuiu com 5,5% do PIB do país e 21,2% do câmbio gerado pelo total das exportações. Em 2009, o turismo atraiu 17% dos investimentos estrangeiros diretos, o que representou uma média de 13% entre 2000 e 2009. Em 2005, foi responsável por 13,3% dos empregos diretos e indiretos, e, de acordo com um relatório de 2007 da CEPAL, o turismo contribuiu para uma redução de 3% na pobreza do país.

Meio Ambiente e Biodiversidade na Costa Rica

Na Costa Rica o meio ambiente também tem políticas ambientais progressistas. É o único país a cumprir todos os cinco critérios do PNUD estabelecidos para medir a sustentabilidade ambiental. Ele ficou em 42º lugar no mundo e terceiro nas Américas, no Índice de Desempenho Ambiental de 2016, e foi duas vezes classificado como o país com melhor desempenho no Índice Happy Planet da New Economics Foundation (NEF), que mede a sustentabilidade ambiental, e foi identificado pela NEF como o país mais verde do mundo em 2009. A Costa Rica planeja se tornar um país neutro em carbono até 2021. Até 2016, 98,1% de sua eletricidade foi gerada a partir de fontes renováveis, especialmente hidrelétrica, solar, geotérmica e biomassa. Na classificação do Índice de Competitividade em Viagens e Turismo de 2011 a Costa Rica ficou no 44º lugar em nível mundial e em segundo na América Latina, superado somente pelo México. Em biodiversidade, o país conta com mais de 1000 espécies de orquídeas, sendo Monteverde (no centro do país) a região com mais densidade de orquídeas do planeta. Ao todo a Costa Rica abriga mais de 10.000 espécies de plantas. Abundam os animais selvagens como a suçuarana, a onça-pintada, o veado, o macaco, o coiote, o tatu e umas 850 espécies de aves entre as que destacam o quetzal, o jilquero e o colibri.

Cerca de 38% da superfície total do país encontra-se coberta de bosques e selvas e 25% do território encontra-se protegido. A Costa Rica é o país com maior variedade de flora e fauna de toda a América Central. A Costa Rica dá refúgio a: 232 espécies de mamíferos, 850 espécies de aves, 183 espécies de anfíbios, 258 espécies de repteis e 130 espécies de peixes de água doce. O Rio Savegre, localizado em San Isidro do General é o rio mais limpo do continente Americano. Fonte: Wikipedia.org

O Sistema de Áreas Protegidas

 A principal vantagem comparativa da Costa Rica é o seu sistema de  parques nacionais e áreas protegidas, que cobrem cerca de 25% do território nacional, o maior do mundo em porcentagem, e que abrigam uma rica variedade de flora e fauna, que estima-se que contém 5% da biodiversidade do mundo em menos de 0,1% da massa de terra da Terra. Além disso, a Costa Rica possui numerosas praias tanto no Oceano Pacífico quanto no Mar do Caribe, com ambas as costas separadas por apenas algumas centenas de quilômetros, e também os turistas podem visitar com segurança vários vulcões localizados em Parques Nacionais. No início da década de 1990, a Costa Rica ficou conhecida como o principal cartaz do ecoturismo, um período em que as chegadas de turistas estrangeiros atingiram um crescimento médio anual de 14% entre 1986 e 1994.

Parques Nacionais e Áreas Protegidas na Costa Rica

Revoadas de pelicano fazem companhias aos surfistas até nas praias mais movimentadas. Iguanas gigantes estão por todos os lados. Em plena autopista, é possível parar sobre uma ponte e observar dezenas de crocodilos. Um oásis de estabilidade e relativa prosperidade, o que lhe rendeu o apelido de “Suíça da América Central”, a Costa Rica é o país com maior porcentagem de território regido por leis de proteção ambiental em todo o mundo, abrigando 5% da biodiversidade terrestre: são 35 parques nacionais, muitos deles com excelente e completa infraestrutura turística, e oito reservas biológicas, cujas superfícies somadas correspondem a 26% de seus 51 mil quilômetros quadrados. Em outras palavras, um dos melhores e mais cômodos lugares do globo para o ecoturismo. Fonte: Wiki Voyage.

Costa Rica – O paraíso dos Observadores de Aves

A Costa Rica é um paraíso para os observadores de pássaros e com boa causa! Como a ponte que liga as Américas, é o lar de uma impressionante variedade de pássaros tropicais. Poucos lugares no mundo podem se orgulhar de ter tantas espécies diferentes de pássaros. Mais de 850 foram identificados – mais do que os Estados Unidos e o Canadá juntos! Tenha em mente, isso é tudo em uma área aproximadamente do tamanho de West Virginia. A Costa Rica possui 12 das 18 diferentes zonas de vida do planeta, proporcionando uma enorme variedade de climas. Fator nos vulcões e colinas do país, e diferentes altitudes apenas aumentam a variedade de espécies! Aves populares da Costa Rica incluem tucanos, araras vermelhas, motmots e o tímido e belo Quetzal. Até 150 espécies diferentes foram relatadas em um único dia. Dos trópicos secos da Península de Nicoya às terras baixas e úmidas da costa caribenha, a incrível variedade de habitats e micro-sistemas cria oportunidades quase infinitas de observação de aves na Costa Rica. Fonte: Costa Rica Expertes.

Os melhores pontos de observação de aves na Costa Rica

A Costa Rica é um paraíso para os amantes de pássaros: cerca de 800 espécies diferentes de aves podem ser encontradas aqui, e existem até algumas espécies que não podem ser encontradas em nenhum outro lugar do mundo. Observadores de pássaros de todo o mundo são atraídos para esta pequena utopia aviária. Enquanto você está garantido para ver uma impressionante variedade de aves, independentemente de onde você está na Costa Rica, existem alguns pontos de aves que oferecem as melhores oportunidades para ver algumas das belezas de penas mais magníficas.        

Santa Juana Lodge    

O Santa Juana Lodge oferece um incrível passeio de observação de aves pela Reserva Natural Cloudmaker e a área ao redor de Santa Juana. Existem 150 espécies diferentes que chamam esta região montanhosa do Pacífico Central. Espécies de aves como o manakin de capa vermelha, caracara, gallinule roxo, tucano mandible preto, aracari de bico de fogo, cegonha de madeira, king abutre e lapwing do sul são comumente encontrados nesta floresta úmida. Durante a temporada de pico de migração, mais de 250 espécies diferentes de aves podem ser vistas aqui.     

O Parque Nacional Piedras Blancas 

O Parque Nacional Piedras Blancas é considerado um dos lugares mais excepcionais para a observação de aves, devido ao fato de ser um ponto de encontro para aves migrando da América do Norte e do Sul, além de ter uma abundância de residentes permanentes. O Parque Nacional Piedras Blancas é um dos parques nacionais menos visitados, e essa falta de multidões faz com que os encontros entre aves e animais selvagens sejam ainda mais comuns.         

Refúgio Nacional da Vida Selvagem Cano Negro    .

O Cano Negro Wildlife Refuge é um destino ideal para a observação de aves aquáticas. Entre o Rio Frio e o Lago Cano Negro, há grandes populações de aves aquáticas, como o adorável colhereiro e uma variedade de garças e garças. Durante a estação seca, a partir de dezembro, milhões de aves migram para cá para passar os meses de inverno nessa zona úmida tropical. Um passeio de barco é a melhor maneira de experimentar a rica fauna úmida deste refúgio.

Parque Nacional de Palo Verde       

O Parque Nacional de Palo Verde é outra zona húmida protegida de aves e animais selvagens. Existem 232 espécies diferentes de aves neste habitat único, incluindo o pato assobiando de barriga preta, íbis brilhantes, águia-pescadora, garça-tigre, cegonha de madeira e jabirus. Uma das melhores maneiras de experimentar este incrível parque nacional e a abundância de espécies de aves aquáticas e terrestres é fazer um passeio guiado de barco. As excursões são conduzidas por naturalistas experientes, que ajudarão você a ver o maior número de pássaros possível.

Parque Nacional Los Quetzales        

Localizado no alto das montanhas de Talamanca, o Parque Nacional Los Quetzales é uma floresta de nuvens repleta de vida. O musgo cresce em quase todas as superfícies, o ar é refrescantemente fresco, e há uma boa chance de avistar uma das aves mais requintadas da Costa Rica, o quetzal resplandecente. Trekking em torno deste terreno é bastante místico. O ar é frio e cheio de uma sinfonia de chamadas de aves e outros animais selvagens, e as madeiras gigantes são abundantes.           

Rancho Naturalista Lodge  

Rancho Naturalista é uma das principais pousadas de birding em toda a América Central. Mais de 450 espécies foram registradas na reserva natural privada e nas áreas circundantes. Há trilhas para caminhadas ao redor da reserva que você pode usar para se aventurar em sua própria aventura autoguiada de observação de aves, ou você pode sair com um naturalista e guia de aves altamente experiente. O Parque Nacional Tapanti também está próximo, o que é outra área esplêndida para se ter uma aventura de observação de aves.      

Estação Biológica La Selva   

A Estação Biológica La Selve está localizada ao sul de Puerto Viejo de Sarapiqui. É um centro de pesquisa e educação, reserva biológica e hotspot de observação de pássaros. Mais de 450 espécies foram encontradas nesta floresta tropical. Há trilhas para caminhadas e passeios pela floresta que você pode explorar por conta própria ou com um naturalista experiente e guia. Esta reserva densa biológica é um lugar incrível para detectar todos os tipos de espécies nativas da vida selvagem.           

Refugio de Vida Selvagem Aviarios del Caribe       

Aviarios del Caribe é um refúgio de vida selvagem de propriedade privada na costa caribenha da Costa Rica. Ele está localizado no delta do rio Estrella e é o lar de 225 espécies de aves. É também um refúgio para preguiças, lontras, tartarugas e jacarés. Existem vários tipos diferentes de passeios que você pode percorrer neste refúgio repleto de pássaros, mas um dos melhores é o caiaque. Esta área em geral é um paraíso para os amantes da natureza e dos animais, como a Reserva Biológica Hitoy-Cerere, Selva Bananito e o World of Orchids, todos muito próximos. Aviarios del Caribe é também onde o famoso Santuário de Preguiça está localizado. Fonte: The Culture Trip.

A Costa Rica chega a ter atualmente 5% (cinco por cento) da biodiversidade do mundo inteiro, o que é bastante significativo pelo tamanho da nação. Fonte: Wikipedia.org

A Amazônia Brasileira: Biodiversidade e Áreas Protegidas

A Biodiversidade na Amazônia Brasileira é mais representativa que a da Costa Rita, ela é o lar de cerca de 2,5 milhões de espécies de insetos,  pelo menos 40.000 espécies de plantas, 3.000 de peixes, 1.294 aves, 427 mamíferos, 428 anfíbios e 378 répteis foram classificadas cientificamente na região. Um em cada cinco de todos os pássaros no mundo vivem nas florestas tropicais da Amazônia. Os cientistas descreveram entre 96.660 e 128.843 espécies de invertebrados só no Brasil. A diversidade de espécies de plantas é a mais alta da Terra, sendo que alguns especialistas estimam que um quilômetro quadrado amazônico pode conter mais de mil tipos de árvores e milhares de espécies de outras plantas superiores. Fonte: Wikipedia Amazônia

A região Amazônica também possui um sistema de Áreas Protegidas, no entanto, a gestão das Unidades de Conservação é deficitária, há uma política ineficiente e que não incentiva a proteção e o uso sustentável delas. Somente o Parque Nacional Foz do Iguaçu é atualmente a UC que gera renda no Brasil. Falta incentivos para a criação de Reserva Particulares, empreendimentos da iniciativa privada com foco no turismo de natureza. Ambientes de várzae, de igapó, de campina, e outros, abrigam espécies endêmicas, inclusive de águas brancas, que poderiam ser diferenciais em iniciativas que objetivem um investimento sério a fim de fomentar e fortalcer o turismo na região. Assim, é possivel que o modelo implantado na Costa Rica e que deu muito certo, com certeza pode funcionar também na Amazônia, considerando sua biodiversidade e características da região, a partir do conhecimento de seus diferenciais e atrativos naturais.

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Os materiais encontrados na natureza que podem substituir o plástico https://www.birding.com.br/os-materiais-encontrados-na-natureza-que-podem-substituir-o-plastico/ https://www.birding.com.br/os-materiais-encontrados-na-natureza-que-podem-substituir-o-plastico/#respond Fri, 15 Mar 2019 15:19:37 +0000 https://www.birding.com.br/?p=4470 Materiais encontrados na natureza que podem substituir o plástico

Apesar dos esforços de reciclagem e mudança de hábitos de consumo, a poluição por plástico persiste por causa da grande dependência que temos do material. Canudos, sacolas e garrafas pet são os plásticos descartáveis mais vilanizados atualmente em campanhas de defesa do meio ambiente, mas o problema maior é a grande dependência humana do polietileno. Do transporte aos serviços de alimentação, o plástico está em toda parte, e o combate a essa “poluição branca” levará a uma mudança radical no próprio material. Felizmente, cientistas, engenheiros e designers estão mudando o foco para alternativas sustentáveis que criam ecossistemas circulares com menos desperdício – madeira líquida, uso de algas marinhas em sistemas de isolamento térmico e substitutos para polímeros feitos de amido de plantas fermentadas, a exemplo do milho e da batata. Veja abaixo algumas alternativas que apontam para novos caminhos em questões como abrigar adequadamente uma população crescente, compensar as emissões de carbono e devolver nutrientes à terra.

Lã de pedra

A lã de pedra surge da rocha magmática – que se forma depois que a lava esfria – e de um produto descartado na produção do aço chamado escória; essas substâncias são fundidas e transformadas em fibras, que se parecem com um algodão doce. Ao contrário do isolamento térmico à base de fibra de vidro (feito com vidro reciclado) ou espuma de poliuretanto (materiais geralmente usados para bloquear a transferência de calor em sótãos e telhados), a lã de pedra pode ter propriedades especiais, incluindo resiliência ao fogo, capacidades acústicas e térmicas, resistência à água e durabilidade em condições climáticas extremas. Nos últimos anos, a lã de pedra ganhou força entre arquitetos e designers preocupados com o meio ambiente em busca de materiais de construção sustentáveis e que sejam econômicos e estéticos. O Grupo Rockwool é um dos principais fabricantes de isolamento de lã de pedra e gerencia unidades na Europa, América do Norte e Ásia. A empresa instalou o material em edifícios comerciais e industriais ao redor do mundo, incluindo a O2 Arena, de Londres, e o Aeroporto de Hong Kong.

Fungos remodelados

Cogumelos não são apenas ingredientes saborosos refogados ou em molhos. Em breve, fungos que crescem em árvores e cogumelos do solo da floresta poderão substituir materiais de poliestireno, embalagens, isolamento acústico, móveis, materiais aquáticos e até artigos de couro. Na MycoWorks, uma equipe de engenheiros criativos, designers e cientistas trabalha para extrair tecidos de cogumelos e solidificá-los em novas estruturas. O objetivo é moldar fungos em outros materiais orgânicos, a exemplo da borracha ou cortiça. Outra empresa, a Evocative Design, sediada em Nova York, utiliza o micélio – o caule – como agente aglutinante na produção de painéis de madeira e para embalagens retardantes de chamas.

 

Cogumelos consistem em uma rede de filamentos chamados hifas. Em condições adequadas, seus corpos frutíferos – as estruturas especializadas na produção de esporos – se multiplicam rapidamente. Enquanto isso, o micélio pode ser cultivado em praticamente qualquer resíduo agrícola, da serragem a cascas de pistache. E pode ser moldado em qualquer formato, criando polímeros naturais tão aderentes quanto a cola mais forte do mercado. Além disso, esquentados em temperaturas precisas, eles se tornam inertes, param de se multiplicar. Enquanto cantarelo, shitake e portobello vão melhor com uma pizza do que um gesso de cogumelos, uma coisa é certa: o futuro é do fungos.

Tijolos de urina

A fabricação do cimento, principal ingrediente do concreto, é responsável por cerca de 5% das emissões de dióxido de carbono do mundo. Por isso, pesquisadores e engenheiros trabalham para criar alternativas com menos gasto de energia. Entre as opções estão tijolos feitos a partir dos restos de produção de cerveja, concreto modelado a partir de quebra-mares romanos (misturas de cal e rocha vulcânica que formam um material altamente estável) e tijolos feitos de… urina. Como parte de sua monografia, o estudante da Faculdade de Arte de Edimburgo Peter Trimble trabalhava em uma exposição que tratava de sustentabilidade. Quase que por acidente, ele criou o Biostone, uma mistura de areia, nutrientes e ureia – substância da urina humana.

Por um ano, Trimble testou centenas de fórmulas em que acrescentava uma solução bacteriana a areia em um molde. Eventualmente, os microrganismos metabolizaram a mistura de areia, ureia e cloreto de cálcio, colando as moléculas de areia. O design de Trimble substituiria métodos de uso intensivo de energia por um processo biológico que não produz gases de efeito estufa. O material ainda precisaria ser reforçado para ter a mesma resistência que o concreto, e, se for possível, ele poderia se tornar uma opção barata para se construir estruturas temporárias.

De todo modo, a Biostone já gerou uma discussão sobre maneiras pelas quais a manufatura industrial pode se tornar mais sustentável. Isso seria particularmente relevante na África Subsaariana e em outros países em desenvolvimento onde a areia está prontamente disponível. Esses tijolos biológicos têm, no entanto, uma desvantagem ambiental: o mesmo metabolismo bacteriano que os solidifica também transforma a ureia em amônia, o que pode poluir as águas subterrâneas se vazarem para o meio ambiente.

Um compensado mais verde

Apesar do que parece, o compensado de madeira, usado em móveis em todo o mundo, não tem assento no panteão da construção verde. A cola usada para aglutinar as fibras de madeira contém formaldeído – uma substância incolor, inflamável, de cheiro forte e conhecida como irritante respiratório e carcinogênico. Isso significa que sua prateleira de madeira falsa está silenciosamente liberando toxinas no ar. A empresa NU Green criou um material feito de resíduos industriais ou fibras de madeira recuperadas. O Uniboard, como é chamado, preserva árvores e reduz o lixo de aterros sanitários enquanto produz menos gases do efeito estufa do que o tradicional compensado de madeira – e não contém toxinas. A empresa é pioneira no uso de fibras renováveis como caules de milho e lúpulo e sem adição de resina de formaldeído para servir de cola.

 

Não é segredo que a extração de petróleo, necessária para produzir plástico, traz consequências ambientais devastadoras. Mas ainda pior é como esse plástico é descartado, pois os produtos químicos nele contidos acabam chegando a alimentos, bebidas e águas subterrâneas. E o mais chocante é que a reciclagem apenas retarda a chegada do plástico aos aterros sanitários ou oceanos, uma vez que o material é apenas quebrado em fragmentos cada vez menores, mas nunca completamente degradados. Alguns relatórios preveem que, até 2030, 111 milhões de toneladas de plástico vão acabar em aterros sanitários e oceanos. Reciclar é um passo na direção certa, mas para reverter de fato esse curso é preciso buscar alternativas ao plástico.

Fonte: Folha do Meio Ambiente, 07 de Marco de 2019,

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O Brasil tem áreas protegidas demais? https://www.birding.com.br/o-brasil-tem-areas-protegidas-demais/ https://www.birding.com.br/o-brasil-tem-areas-protegidas-demais/#respond Thu, 14 Mar 2019 20:26:45 +0000 https://www.birding.com.br/?p=4465 O Brasil tem áreas protegidas demais?

Tem gente influente espalhando que o Brasil protege tanto suas florestas que ficou inviável expandir a produção de alimentos. A gente até poderia responder que não há futuro para a agricultura sem a conservação das florestas, dos solos e da água, ou mesmo relembrar que somos o país que mais desmata e extingue espécies ameaçadas, além de possuir 50 milhões de hectares de terras degradadas, subtilizadas ou abandonadas pelo agronegócio. Mas é tanta desinformação que resolvemos desenhar pra deixar tudo explicadinho.

E não custa lembrar: hoje, o país têm mais áreas destinadas à agropecuária (245 milhões de hectares) do que áreas protegidas (216 milhões de hectares). O Brasil tem espaço de sobra para proteger o clima, conservar sua diversidade e comunidades, e ainda se tornar o maior produtor de alimentos, fibras e bioenergia do mundo. Basta ampliarmos as técnicas de produtividade em todo pais para expandir a atual produção de alimentos sem nenhum desmatamento. Pra isso, precisamos apenas usar nosso território com inteligência.

Extraido de O Eco.

Por Observatório do Clima, quarta-feira, 13 março 2019 14:23

 

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A patifaria dos negacionistas climáticos

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Mercado de Carbono, Crédito de Carbono e Commodities https://www.birding.com.br/mercado-de-carbono-credito-de-carbono-e-commodities/ https://www.birding.com.br/mercado-de-carbono-credito-de-carbono-e-commodities/#respond Thu, 14 Mar 2019 20:17:42 +0000 https://www.birding.com.br/?p=4322 Mercado de Carbono, Crédito de Carbono e Commodities

Existem vários conceitos sobre o Mercado de Carbono, o Crédito de Carbono, pode ser definido como Commodities, mercadorias negociáveis cujos preços são ditados pelo mercado internacional, por isso, estão sujeitas a variação de preço. Uma tonelada de dióxido de Carbono (CO²) que for evitada de ser lançada na atmosfera equivale a um Crédito de Carbono, assim, para os outros gases é estimada a medida a partir da equivalência de carbono para quantificação dos créditos. Um crédito representa uma tonelada de carbono que deixou de ser emitida para a atmosfera e passou a ser moeda utilizada no mercado de carbono. Atualmente empresas oferecem os créditos de carbono, como é o caso da European Climate Exchange e da Sustainable Carbon. Esta última oferece a compensação de emissões através de Créditos de Carbono Premium. provenientes de mais de 40 projetos socioambientais desenvolvidos em vários países. Assim, empresas que diminuem suas emissões para a atmosfera ontem essa mercadoria, em forma de Crédito de Carbono, podendo vende-la no mercado financeiro.

O efeito estufa e o aquecimento global

O efeito estufa é um processo natural cujo efeito é similar ao que acontece no interior de uma estufa, quando submetida a radiação solar. Esse processo de aquecimento da terra teve inicio com a revolução industrial do inicio do século XVIII e XIX. O processo fabril deixou de ser manual, lento e em pequena escala, passando a ser produzido em máquinas em grande escala a partir de processos industriais. Com o tempo e a industrialização dos processos, aumentaram grandemente as emissões de gases poluentes lançados para a atmosfera resultando no efeito estufa contribuindo para “aquecimento global”. Os gases emitidos são provenientes dos escapamentos dos veículos automotores movidos a diesel e gasolina, de processos industriais, proveniente da queima de florestas e de madeiras em desmatamentos, pelos gases emitidos pela pecuária de grande porte, sendo estes os principais geradores destes gases. Os tipos de gases são variados, mas os principais que contribuem para o aquecimento global são: o dióxido de carbono (CO²), o gás metano (CH4), o óxido nitroso (N²O), o hexafluoreto de enxofre, o CFC (Clorofluorcarboneto) e os PFC, também chamados de perfluorcarbonetos.  Estes gases são emitidos diariamente e vão para a atmosfera. O órgão responsável pela divulgação dos dados sobre as mudanças climáticas é o IPCC – Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas.

Conseqüências geradas pelo Aquecimento Global

As conseqüências ao meio ambiente geradas pelo aquecimento global são várias, sendo as mais significativas o derretimento das calotas polares, a perda ou diminuição da biodiversidade e o aumento de patologias em função das mudanças no clima e na temperatura. Outros efeitos causados pelo aumento da temperatura é a diminuição das florestas, uma vez que as florestas desempenham o papel de amenizar as temperaturas e regular o clima e a umidade. A floresta também desempenha importante papel por absorver gás carbônico, o chamado “seqüestro de carbono”. Diante desse quadro de mudança no clima, autoridades do mundo inteiro se reuniram para encontrar solução no sentido de eliminar ou reduzir as emissões. Nesse processo entra o chamado “Crédito de Carbono”. O que é esse Crédito de Carbono?

Quem compra e quem vende Crédito de Carbono?

As empresas dos países signatários do protocolo de Kioto e Recentemente pelo Acordo de Paris assumiram o compromisso de reduzir as suas emissões de gases. Mas as empresas que não alcançarem a meta de redução ou que tiveram excedente de emissões devem comprar os créditos de Carbono para compensar a sua não redução ou excedente, compra os créditos, ou seja, paga pelo excedente. As empresas que reduziram suas emissões vendem o crédito excedente, aumentando seus lucros. O crédito de carbono é uma alternativa para as emissões inevitáveis geradas por indivíduos e empresas. A compra dos créditos de carbono garante a neutralização das emissões. No entanto, a metodologia para a regulação do comercio precisa ser definida pelos países signatários.

Formas de Compensação das emissões de gases ou de Neutralização de Carbono

Para fazer a compensação das emissões de gases corporativas ou de sua empresa, você ter ciência da quantidade de dióxido de carbono que é emitida e que deverá ser compensada. O procedimento que objetiva quantificar as emissões, é chamado de Inventário de Carbono. O Inventário de Emissões constitui um protocolo de procedimentos para o levantamento de dados que vai quantificar o total de emissões anual que é lançada na atmosfera pela empresa. Esse total vai corresponder a um quantitativo de créditos de carbono, que ela precisará para fazer a compensação de suas emissões a cada ano. Existem diversas maneiras de gerar créditos de carbono, de fazer a compensação ou a neutralização de Carbono, entre as quais cita-se o plantio de árvores que é a forma mais comum e barata, além do seqüestro de carbono, o reflorestamento e conservação de florestas trazem diversos outros benefícios para o solo, água, biodiversidade, entre outros. Promover a substituição de combustíveis fósseis por energia limpa (eólica, solar, de biogás, etc), assim empresas, e indústrias podem deixar de usar biomassa não renovável por renováveis ou passarem a emitirem menos gases para a atmosfera. A técnica de captura e armazenamento de carbono a chamada – CCS (Carbon Capture and Storage) pode ser a única opção para alcançar reduções significativas de carbono gerado pelo uso de combustíveis fósseis.

Por que fazer o Inventário de Emissões de gases?

A cada dia surge a necessidade das empresas produzirem mais e poluírem menos, como forma de garantir qualidade de vida às pessoas e ao meio ambiente. Empresas por exemplo, passam a ter mais valor quando adotam políticas ambientais. Empresas que fazem o Inventário das emissões de gases anual no mercado internacional têm muitas oportunidades, tais como, aumento da competitividade, redução de custos operacionais, adoção e alinhamento de melhores práticas, goza de reputação e eficiência, são vistas como corporações inovadoras, sustentáveis, assumem posição estratégica no mercado internacional, valorizando sua marca, seu produto e conquistando uma posição no mercado internacional.

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Estudo mostra como preservação ambiental pode ser um bom negócio para a economia https://www.birding.com.br/estudo-mostra-como-preservacao-ambiental-pode-ser-um-bom-negocio-para-a-economia/ https://www.birding.com.br/estudo-mostra-como-preservacao-ambiental-pode-ser-um-bom-negocio-para-a-economia/#respond Thu, 28 Feb 2019 18:39:48 +0000 https://www.birding.com.br/?p=4313 A preservação ambiental pode ser um bom negócio para a economia.

Um terço da cobertura vegetal nativa do Brasil está concentrado em áreas pobres, que deveriam ser consideradas prioritárias para a conservação de espécies. Esse e outros dados fazem parte de um diagnóstico sobre a biodiversidade do País, apresentado nesta quinta-feira (8) por cientistas brasileiros. Um deles mostra como a preservação ambiental pode deixar de ser “uma pedra no sapato” da economia para virar dinheiro. Para mudar a forma como a biodiversidade é vista por empresários, o estudo reúne informações sobre oportunidades que advém da diversidade brasileira. De acordo com a pesquisa, mais de 245 espécies da flora do País são base de produtos cosméticos e farmacêuticos e ao menos 36 espécies botânicas nativas possuem registro de fitoterápicos.

A conservação da biodiversidade tem impacto, ainda, nos cultivos. Das 141 culturas agrícolas analisadas no Brasil, 85 dependem de polinização por animais, de acordo com o documento. “É uma coisa sistêmica no Brasil: a biodiversidade, os recursos naturais de modo geral, são tratados como um problema, quando no fundo são a solução”, diz Scarano. Para os pesquisadores, a época atual, logo após as eleições, é propícia à discussão. “Estamos em um momento de renovação de governadores, de boa parte do Congresso Nacional, do governo federal. É a hora de buscar interlocutores, mostrar o trabalho que foi realizado e avançar”, avalia Joly.

Pobreza

O Brasil é um dos países mais ricos em biodiversidade do mundo, mas enfrenta desafios. “A situação se agravou nos últimos dez anos. Os principais causadores dessa perda ainda são a mudança do uso da terra, que leva à degradação ambiental, e, mais recentemente, as mudanças climáticas”, explica Carlos Joly, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES), responsável pelo documento. Nesta quinta-feira, uma versão resumida do 1º Diagnóstico Brasileiro de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos foi apresentada no Museu do Amanhã, no Rio. O trabalho, desenvolvido por dezenas de cientistas de diferentes áreas do conhecimento e várias partes do País, se inspira na iniciativa internacional de mapeamento do setor, o Painel Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Ecossistema, coordenado por quatro agências da Organização das Nações Unidas (ONU). A publicação brasileira compila informações e pesquisas sobre cobertura vegetal, culturas agrícolas, qualidade das águas, além da diversidade cultural do Brasil. Um mapa da “pobreza verde” faz parte da publicação. Com base em um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o mapeamento mostra áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade.

São 398 municípios que reúnem três características: baixa renda, alta cobertura vegetal nativa e alta vulnerabilidade às mudanças climáticas. Segundo a pesquisa, mais de um terço (36%) da cobertura vegetal nativa do Brasil se concentra em 7% dos municípios brasileiros – e essas cidades abrigam 22% da população pobre brasileira. Espalhadas pelos biomas da Amazônia, Cerrado e Caatinga, as localidades têm um desafio pela frente: tirar suas populações da pobreza mantendo a floresta de pé. “Como as pessoas podem sair da pobreza não às custas da natureza, mas a partir dela? Não tem receita de bolo, mas mostramos opções que talvez precisem ganhar escala”, disse o professor da UFRJ Fábio Scarano, que também coordena a BPBES. Entre os municípios prioritários, a maior parte deles está localizada na Caatinga – um dos biomas mais destruídos e que, paradoxalmente, recebe menos atenção. Fora da Amazônia, a maioria (62%) dos pontos estratégicos não tem áreas de proteção ambiental, de acordo com a pesquisa.

“Mesmo biomas que considerávamos pouco alterados, como dos Pampas e da Caatinga, isso na verdade se devia à falta de conhecimento. Eles estão passando por processos (de alteração) distintos, porque não são formações florestais como a Amazônia e a Mata Atlântica, mas que têm consequências desastrosas do ponto de vista biodiversidade”, diz Joly. Procurado na quarta-feira, 7, antes da divulgação oficial do documento, o Ministério do Meio Ambiente informou que não poderia comentar o estudo sem ter conhecimento completo dos dados.

Fonte: Estadão Conteúdo. Júlia Marques. 08 de novembro de 2018. São Paulo. Link.

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Inventário da fauna e da flora para o Licenciamento Ambiental https://www.birding.com.br/inventario-da-fauna-e-da-flora-para-o-licenciamento-ambiental/ https://www.birding.com.br/inventario-da-fauna-e-da-flora-para-o-licenciamento-ambiental/#respond Thu, 14 Feb 2019 19:57:41 +0000 https://www.birding.com.br/?p=4274 Inventário da Fauna e da Flora e o Licenciamento Ambiental, Manaus AM

O Levantamento da Fauna e da Flora são importantes instrumentos para avaliação e diagnóstico da diversidade biológica e abundância e das condições ambientais da região ou de determinada área geográfica. Os dados levantados são utilizados para a tomada de decisão sobre intervenção, gestão ou manejo numa determinada área natural. Para fazer qualquer intervenção sobre um espaço florestal, é necessária a realização de estudo para o conhecimento da composição da fauna e da flora local que estão muito relacionadas entre si e coexistindo há anos. O inventário consiste em se fazer a identificação, o registro  documental das espécies que ocorrem em uma região. Esse fazer, no entanto, necessário a participação de profissionais especialistas em cada um dos grupos de fauna e especialistas em identificação botânica. Os dados serão utilizados para determinar áreas importantes para conservação, para identificar espécies ameaçadas ou raras, e verificar o estado de conservação do ambiente.

Atividades sujeitas ao Licenciamento Ambiental

Hoje, a Resolução CONAMA Nº 001/86, prevê quais são as atividades potencialmente causadoras de impactos ambientais, que necessitam apresentar estes estudos:

Estradas de rodagem, ferrovias, portos e terminais de minério, petróleo e produtos químicos, aeroportos, oleodutos, gasodutos, minerodutos, troncos coletores e emissários de esgotos sanitários, linhas de transmissão de energia elétrica,  barragem para fins hidrelétricos, obras de saneamento ou de irrigação, abertura de canais para navegação, drenagem e irrigação, retificação de cursos d’água, transposição de bacias, diques, extração de combustível fóssil (petróleo, xisto, carvão), extração de minério, inclusive os da classe II, definidas no Código de Mineração, aterros sanitários, processamento e destino final de resíduos tóxicos ou perigosos, usinas de geração de eletricidade, complexo e unidades industriais e agroindustriais (petroquímicos, siderúrgicos, cloro químicos, destilarias de álcool, hulha, extração e cultivo de recursos hídricos), distritos industriais e zonas estritamente industriais – ZEI, exploração econômica de madeira ou de lenha, projetos Agropecuários que contemplem áreas acima de 1.000 ha ou menores entre outros.

Diagnóstico e Prognóstico da Área Diretamente Afetada e/ou da Área de Influencia Direta

Essas atividades ou empreendimentos para serem instalados, precisam realizar estudos para fazer o diagnóstico e o prognóstico dos efeitos que serão causados pelas intervenções, bem como apresentar medidas mitigadoras e de compensação. Com base nisso, o órgão ambiental terá estas ferramentas em mãos para avaliar os impactos e ameaças que advirão a partir das intervenções previstas no projeto. O levantamento e os estudos previstos deverão ser realizados na Área Diretamente Afetada – ADA ou na Área de Influencia Direta – AID, conforme definido no Termo de Referencia emitido pelo órgão ambiental licenciador. O Licenciamento Ambiental necessariamente será concedido com base nos resultados destes estudos ou se for o caso, com a complementação de novos estudos, caso o órgão ambiental entenda que esteja incompleto. O Relatório e as listas dos componentes da fauna e da flora que foram registrados e quantificados são fundamentais para análise das solicitações destes empreendimentos causadores de impacto ambiental.

Grupos de estudos da Fauna de vertebrados

Para a realização dos estudos da fauna existem técnicas e metodologias que devem adotadas para os grupos específicos tais como para as aves, para os peixes, para os mamíferos e para a herpetofauna (répteis e anfíbios). O levantamento de todos estes grupos vai demandar coleta de dados em diferentes horários do dia, à noite ou de madrugada, durante a tarde, conforme o grupo sob estudo. A equipe deverá identificar as espécies residentes, migratórias (período de ocorrência na região), identificar hábitat, informar o tipo de registro (visual, acústico, captura com redes, fotografia, gravação da voz, uso de câmeras trap, registro acústico); identificar se a espécie consta em algum apêndice da Convenção Internacional das Espécies da Fauna e da Flora ameaçadas pelo Tráfico Internacional – CITES, se está listada e que categoria na União Internacional para Conservação da Natureza – IUCN e na Lista Brasileira das Espécies da Fauna e da Flora Ameaçadas.

Estudos da fauna bentônica e de vetores de interesse médico

Em geral, são solicitados levantamentos que envolvem os grandes grupos de vertebrados, mas dependendo do caso, poderá ser solicitado inventário da fauna de insetos, que inclui as formigas, abelhas. Pode ser solicitado também, levantamento da fauna de vetores de interesse médico, transmissores de doenças entre outros. Eventiualmente, dependendo da fauna ou do bioma sujeito a intervenção das obras, pode ser solicitado o levantamento da fauna bentônica que inclui os insetos das ordens: Plecoptera, Trichoptera e Ephemeroptera que são bioindicadores de qualidade de água), entre outros.

Levantamento da Flora

Já o grupo de levantamento florístico, que objetiva caracterizar a flora local, o trabalho deverá ser realizado somente durante o dia. Além do levantamento da fauna e da flora, normalmente o órgão ambiental licenciador solicita outros estudos, de acordo com a atividade, porte da empresa, tipos de impactos que serão gerados (pequeno, médio e alto), local de implantação, gradação, tempo, abrangência, temporalidade entre outros. Um estudo da fauna e da flora bem completo, fornecerá ao órgão ambiental licenciador todas as informações necessárias a tomada de decisão a respeito do Licenciamento Ambiental de seu empreendimento. Uma equipe formada por profissionais experientes em fauna e flora, nessa hora poderá fazer a diferença na realização destes estudos.

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