INVENTÁRIO DE GEE   INVENTÁRIO DE EMISSÕES GEE   INVENTÁRIO DE EMISSÕES GEE 2   EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA

Inventário de Emissão de Gases de Efeito Estufa-GEE, em Manaus AM

Birding Soluções Ambientais, sediada em Manaus AM, presta serviços de consultoria ambiental na elaboração de inventário de Emissão de Gases de Efeito Estufa GEE, de acordo com a ISO 14001. Um Inventário de GEE permite o mapeamento das fontes de emissão de uma atividade, processo, organização, setor econômico, cidade, estado ou até mesmo de um país, seguida da quantificação, monitoramento e registro dessas emissões. Se realizado periodicamente, um Inventário de GEE torna-se uma ferramenta de gestão de gases, possibilitando conhecer o perfil das emissões de GEE da entidade inventariante. Geralmente, os Inventários de GEE corporativos são realizados com recortes temporais anuais, facilitando o seu planejamento e a sua comparabilidade. Esses gases são os causadores do aquecimento global, pois eles dificultam ou impedem a dispersão da radiação solar (infravermelha) que é refletida pela Terra para o espaço. Eles são capazes de absorver radiação e redistribuir esse calor pelo planeta em um efeito chamado efeito estufa, mantendo a terra aquecida. Grande parte destes gases é produzida pelos seres humanos em diversas atividades, principalmente pela queima de combustíveis fósseis, atividades industriais e queimadas de florestas. Ao segurar este calor em nosso planeta, estes gases estão também provocando o aquecimento global. Os Gases de Efeito Estufa (GEE) ou, em inglês, Green House Gases (GHG) são substâncias gasosas naturalmente presentes na atmosfera e que absorvem parte da radiação infravermelha emitida pelo Sol e refletida pela superfície terrestre, dificultando o escape desta radiação (calor) para o espaço. Este fenômeno natural, chamado de Efeito Estufa, impede a perda de calor e mantém o planeta Terra aquecido, possibilitando inclusive a manutenção da vida. Contudo, devido às ações humanas, está ocorrendo o aumento da concentração desses gases na atmosfera, levando ao aumento da temperatura média global.

O GHG protocol e o inventário de emissão de gases de efeito estufa

A metodologia utilizada para fazer o levantamento de emissão de gases de efeito estufa, é o GHG Protocol – Green House Gas, que é o Programa Brasileiro, desenvolvida pelo World Resources Institute (WRI) em associação com o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD). Esta metodologia é reconhecida e utilizada em todo o mundo, sendo compatível com as normas da International Organization for Standardization (ISO). Para fazer a neutralização do carbono, é preciso antes fazer a caracterização dos gases que são emitidos pela empresa, que são em numero de seis, denominados Gases de Efeito Estufa – GEE: dióxido de carbono (C02); óxido nitroso (N20);  metano (CH4); hidrofluorcarbonos (HFC); perfluorcarbonos (PFC); e hexafluoreto de enxofre (SF6). O crescente consumo de combustíveis fósseis, emissões de gases nas cidades e no campo, destruição e queima das florestas e de outros recursos naturais são causas de elevações da concentração de Gases de Efeito Estufa (GEE) na atmosfera. A emissão destes gases em excesso devido às atividades humanas, eles são os causadores do fenômeno das Mudanças Climáticas ou Aquecimento Global, que tem como efeito diversas transformações e riscos às condições de vida no Planeta. O Inventário de GEE identifica fontes de emissões e quantifica os gases emitidos em um determinado período base, conforme a metodologia internacional estabelecida no Protocolo GHG do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – IPCC. Dimensionar a quantidade desse impacto e buscar uma maneira de reduzir ou neutralizá-lo é o objetivo, para isso, é necessário o estabelecimento de metas de redução. Compensar as emissões residuais é uma das soluções para combater as mudanças climáticas.

Norma ABNT ISO 14001 e os Gases de Efeito Estufa

A Norma ABNT ISO 14001 é uma ferramenta criada para auxiliar empresas a identificar, priorizar e gerenciar seus riscos ambientais como parte de suas práticas usuais. A norma faz com que a empresa dê uma maior atenção às questões mais relevantes de seu negócio. A ISO 14001 exige que as empresas se comprometam com a prevenção da poluição e com melhorias contínuas, como parte do ciclo normal de gestão empresarial. A elaboração do inventário de emissão de gases de efeito estufa para a atmosfera é o primeiro passo para que sua empresa possa contribuir no combate às mudanças climáticas. O inventário de GEE é composto de três escopos: Escopo 1 (emissões diretas); Escopo 2 (Emissões Indiretas proveniente de compra de energia, calor e vapor) e Escopo 3 (outras emissões indiretas). A separação das emissões em Escopo, além de ser exigência do programa brasileiro, permite melhor entendimento das oportunidades de melhoria no processo. As normas que regulam os inventários de emissões de GEE são as seguintes: ABNT NBR ISO 14064-1:2007, gases de efeito estufa – Parte 1: que trata da especificação e orientação a organizações para quantificação e elaboração de relatórios de emissões e remoções de gases de efeito estufa. ABNT NBR ISO 14064-2:2007, gases de efeito estufa – Parte 2: que trata da especificação e orientação a organizações a projetos para quantificação, monitoramento e elaboração de relatórios das reduções de emissões ou da melhoria das remoções de gases de efeito estufa. E ABNT NBR ISO 14064-3:2007, gases de efeito estufa – Parte 3, que trata da especificação e orientação para a validação e verificação de declaração relativas a gases de efeito estufa.

Vantagens do Levantamento dos Gases de Efeito Estufa

O inventário dos Gases de Efeito Estufa GEE possibilita quantificar as emissões de GEE e avaliar o impacto dos esforços de mitigação das emissões de gases de efeito estufa conduzidos pela organização. De forma prática, fornece informações fundamentais para que sejam priorizadas atividades e elaboradas estratégias mais eficientes para inserção da empresa na economia de baixo carbono. Além de adquirir conhecimento sobre os métodos de cálculo, publicação, divulgação de emissões e gerenciamento do impacto climático, fazer um Inventário de GEE proporciona outras possibilidades a uma organização, como reconhecimento e competitividade no mercado internacional, além de outros benefícios: a) reconhecimento do mercado fornecedor e consumidor como empresa preocupada com o impacto ambiental de suas atividades; b) Possibilidade de compensação das emissões, já que a quantificação ou inventário das emissões de gases de efeito estufa é o primeiro passo para a criação de um plano de gestão e redução dessas emissões; c) Diagnóstico das emissões e de ineficiências internas, pois identifica oportunidades de melhorias na eficiência operacional e, conseqüentemente, para a redução nos custos; d) redução da geração de resíduos. e) Oportunidade de prever e incorporar os impactos socioambientais de longo prazo no planejamento financeiro; f) Incentiva a adoção de práticas sustentáveis em todo o mercado; g) desenvolvimento da produção mais limpa (P+L); h) Competitividade no mercado internacional. O inventário de GEE constitui-se em importante diagnóstico, primeiro passo para redução das emissões e para a compensação de carbono. O inventário de GEE colabora para a mitigação dos efeitos das Mudanças Climáticas e também para a redução de custos produtivos e aumento da eficiência dos processos de uma organização. Uma poderosa ferramenta de gestão que cria oportunidades como apontando equipamentos e práticas mais econômicos e antecipa futuras exigências legais.

Neutralização do Carbono, Carbono Neutral e Carbono Neutro

Neutralização do Carbono, Carbono Neutral e Carbono Neutro, todos são termos significam a mesma coisa, ou seja, a compensação dos impactos dos gases de feito estufa lançados na atmosfera pela empresa. Após o levantamento e quantificação dos gases emitidos, é definida a meta para reduzir as emissões ou para a neutralização de carbono, tais como, por exemplo: uma indústria pode começar a usar materiais 100% reciclados, diminuir o gasto de energia elétrica, fazer o reuso da água, mudar a matriz de combustível dos veículos para biocombustível, fazer manutenção preventiva e periódica neles, renovar a frota de veículos, enfim, são medidas que podem reduzir o impacto no meio ambiente. Importante frisar que a compensação não diminui as emissões para a atmosfera, o que vai diminuir são as ações de redução. Carbono neutro se refere ao estado em que as emissões líquidas de gases de efeito estufa emitidas para o meio ambiente são zero. O objetivo final não é afetar a concentração natural de gases de efeito estufa que existem na atmosfera, mas reduzir ou compensar. Uma fonte de emissão pode ser um equipamento, ou processo, no qual ocorre a liberação de um ou mais GEE para a atmosfera, tais como motores de combustão interna, equipamentos que consomem eletricidade, caldeiras, entre outros. Os inventários podem contabilizar as remoções de gases de efeito estufa, por exemplo, um equipamento ou processo no qual ocorre o sequestro do carbono. Sumidouros são, em sua maioria, originados em processos biológicos, como a fotossíntese, entretanto, podem ocorrer também por meio de equipamentos e aplicações tecnológicas, como os sistemas de Captura e Estoque de Carbono.

A importância do Inventário de emissão de GEE

Os inventários de emissão de GEE passam a ser mecanismo de diagnóstico e controle das emissões de gases no contexto da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), criada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento ocorrida no Rio de Janeiro em 1992 devido a preocupação de cientistas quanto ao aquecimento global, regulada pelo Protocolo de Quioto, que vigorou até 2012, e pelo acordo de Paris, durante a COP21, realizada em 2015. A Política Nacional de Mudanças do Clima (Lei nº 12.187/2009), que traça as ações do Brasil para o enfrentamento das alterações climáticas, institui os inventários como instrumentos de sua política. Cada vez mais, os órgãos ambientais exigem a apresentação de Inventário de GEE como obrigatório para o licenciamento ambiental de determinadas atividades potencialmente poluidoras.

Nossa equipe poderá trabalhar e fazer o inventário de emissão de gases de efeito estufa para a sua empresa. Por favor, contacte-nos através do site.

Conheça um pouco sobre os gases que causam o efeito estufa.

Dióxido de Carbono, CO2. Responsável por cerca de 60% do efeito-estufa, cuja permanência na atmosfera é de pelo menos centena de anos, o dióxido de carbono é proveniente da queima de combustíveis fósseis (carvão mineral, petróleo, gás natural, turfa), queimadas e desmatamentos, que destroem reservatórios naturais e sumidouros, que tem a propriedade de absorver o CO2 do ar, deflorestação e alteração dos usos do solo.

Gás Metano, CH4. Responsável por 15 a 20% do efeito estufa, é componente primário do gás natural, também produzido por bactérias no aparelho digestivo do gado, aterros sanitários, plantações de arroz inundadas, mineração e queima de biomassa, atividades agrícolas, aterros sanitários e águas residuais.

Óxido Nitroso, N2O. Responsável por cerca de 6% do Efeito-Estufa, o óxido nitroso é liberado por microrganismos no solo (por um processo denominado nitrificação, que libera igualmente nitrogênio – N). A concentração deste gás teve um enorme aumento devido ao uso de fertilizantes químicos, à queima de biomassa, ao desmatamento e às emissões de combustíveis fósseis, produção de ácidos.

Clorofluorocarboneto, é um composto baseado em carbono que contém cloro e flúor, responsável pela redução da camada de ozônio, e antigamente usado como aerossóis e gases para refrigeração, sendo atualmente proibido seu uso em vários países. São responsáveis por até 20% do efeito estufa. Os clorofluorcarbonos são utilizados em geladeiras, aparelhos de ar condicionado, isolamento térmico e espumas, como propelentes de aerossóis, além de outros usos comerciais e industriais, em refrigeração, aerossóis, propulsores e solventes. Como se sabe, esses gases reagem com o ozônio na estratosfera, decompondo-o e reduzindo, assim, a camada de ozônio que protege a vida na Terra dos nocivos raios ultravioletas.

Os hidrofluorcarbonetos (HFC). É qualquer um de uma classe de compostos de carbono, hidrogênio, cloro e flúor, normalmente gases usados em refrigerantes e propulsores de aerossóis. Eles são nocivos para a camada de ozônio na atmosfera da terra devido à liberação de átomos de cloro na exposição à radiação ultravioleta. São gases do efeito estufa fluorados artificiais que rapidamente se acumulam na atmosfera. Eles começaram a ser usados como substitutos dos CFCs para aparelhos de ar condicionado, refrigeração, retardadores de chamas, aerossóis e solventes. São utilizados na indústria, refrigeração, aerossóis, propulsores, espumas expandidas e solventes.

Perguntas Frequentes – FAQ

1) O que é o GHG Protocol?

O GHG Protocol é atualmente a ferramenta mais utilizada mundialmente por empresas e governos para entender, quantificar e gerenciar suas emissões a contabilização e gestão das emissões de GEEs. A metodologia foi desenvolvida pelo World Resources Institute – WRI em parceria com o World Business Council for Sustainable Development – WBSCD. Caracteriza-se por oferecer uma estrutura de caráter modular e flexível, pela neutralidade em termos de políticas ou programas e pelo fato de ser baseada em um amplo processo de consulta pública. Para maiores informações acesse.

2) O que é o Programa Brasileiro GHG Protocol?

O Programa Brasileiro GHG Protocol, lançado em 12 de maio de 2008, é uma iniciativa do  Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces), em parceria com o WRI e apoio do CEBDS, WBSCD e MMA. O Programa trabalhou na adaptação da metodologia do GHG Protocol para o contexto nacional em a colaboração com 27 Empresas Fundadoras da iniciativa, as quais participaram diretamente do desenvolvimento das Especificações do Programa Brasileiro GHG Protocol (EPB) e publicaram seus primeiros inventários no ano de 2009. Atualmente o Programa permite a transferência gratuita da metodologia e do know-how para o cálculo de emissões, ambos compatíveis com as normas ISO 14064-1 e as metodologias de quantificação do IPCC.

Os objetivos do Programa Brasileiro GHG Protocol são: estabelecer uma cultura permanente de divulgação dos inventários de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil; desenvolver metodologias e ferramentas de cálculo para  a elaboração dos inventários de GEE; promover a capacitação e o engajamento das Empresas Membro; criar uma plataforma pública e transparente para promover a publicação dos inventários – Registro Público de Emissões de GEE; estabelecer um espaço público para a troca de informações e experiências entre as organizações engajadas na iniciativa.

3) Quais as diferenças entre o Programa Brasileiro GHG Protocol e a Plataforma Empresas Pelo Clima? 

Considerando o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono, são identificados 4 grandes passos: mensuração, gestão, redução e, por fim, compensação das emissões de gases de efeito estufa (GEE). Considerando este ciclo, o Programa Brasileiro GHG Protocol representa o primeiro passo (mensuração), enquanto a Plataforma Empresas Pelo Clima (EPC) constitui o segundo e o terceiro (gestão e redução).

A Plataforma Empresas Pelo Clima (EPC) é um programa mais robusto e evoluiu a partir do Programa Brasileiro GHG Protocol no momento que algumas empresas possuíam um mapeamento de emissões, mas necessitavam de orientações para gerenciá-las ou mesmo mitigá-las. Com esse propósito, o EPC representa o segundo passo no caminho de uma economia de baixo carbono e tem por objetivo o auxílio às organizações para a criação de políticas corporativas e sistemas de gestão GEE .

Entre as atividades a serem desenvolvidas no EPC temos o Programa de Capacitação, no qual oferecemos capacitações que totalizam  aproximadamente 100h sobre o tema mudanças climáticas com foco na ação prática, em discussões técnicas sobre ações e propostas para redução de emissões em diversos segmentos da economia e na discussão de propostas para a elaboração de políticas públicas. Deste modo, para que seja possível a criação de políticas e uma gestão coerentes sobre as emissões de GEE, o EPC fornece o treinamento para elaboração dos inventários na metodologia do GHG Protocol como parte integrante do Programa de Capacitação.

Em síntese, uma organização participante do EPC busca ir vai além do conteúdo e e ferramentas para mensuração de emissões de GEE oferecidas no Programa Brasileiro GHG Protocol. Estas organizações buscam capacitar seus colaboradores para a gestão dos GEE contabilizados e para a elaboração de uma política corporativa em mudanças climáticas, além de participarda elaboração de propostas empresariais que contribuam para a construção de políticas públicas setoriais para uma economia de baixo carbono no Brasil.

4) Quando iniciam as inscrições para participar no Programa Brasileiro GHG Protocol?

No segundo semestre de cada ano é aberto um novo grupo de organizações para integrar o Programa Brasileiro GHG Protocol. As empresas interessadas no Ciclo Completo devem concluir sua adesão (assinatura de contrato) até setembro de cada ano, uma vez que é neste mês quando ocorre a primeira capacitação sobre a metodologia do GHG Protocol de elaboração de inventários de GEE. No caso da Taxa Anual, as organizações podem aderir até março de cada ano, para que tenham seus inventários relativos ao ano anterior publicados no Evento Anual.

5) Quem pode elaborar o inventário de emissões de GEE?

O profissional que tem a capacitação para tal. Esta capacitação é oferecida por meio do Programa Brasileiro GHG Protocol ou por meio de cursos oferecidos por empresas credenciadas.

6) Onde estão definidos os requisitos mínimos necessários à elaboração do inventário de GEE?

De maneira geral, as normas definem os requisitos mínimos de um Inventário de GEE como, por exemplo, o estabelecimento de um ano-base, a definição dos limites operacionais e organizacional, a exclusão de fontes e sumidouros, entre outros. As normas também definem fronteiras de responsabilidade sobre as emissões de GEE, empregando um conceito que é muito importante na realização de Inventários de GEE, o de Escopo de Emissão. Para tanto, fontes e sumidouros de gases de efeito estufa são caracterizadas em emissões diretas ou indiretas. As três categorias adotadas pelo GHG Protocol e pela ISO 14.064 são:

Escopo 1: Emissões diretas de GEE provenientes de fontes que pertencem ou são controladas pela organização.

Escopo 2: Emissões indiretas de GEE provenientes da aquisição de energia elétrica ou térmica que é consumida pela organização.

Escopo 3: Outras emissões indiretas de GEE. São consequência das atividades da organização, mas ocorrem em fontes que não pertencem ou não são controladas por ela.

7) Que normas devem ser seguidas para a elaboração do inventário?

Para a elaboração de um inventário de GEE é necessário seguir protocolos e normas disponíveis para a sua compilação. Atualmente, a norma mais utilizada é o Greenhouse Gas Protocol (GHG Protocol), que é compatível com a ISO 14.064. O GHG Protocol foi adaptado para o nosso contexto nacional, surgindo o Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHGP). Para fins de métodos de quantificação, a referência mais importante é o IPCC Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories.

8) A pós a elaboração do inventário é necessária a publicação? Onde?

A publicação do inventário não é obrigatória. A empresa pode publicar o inventário em seu próprio site ou redes sociais, e nas plataformas que encontrar acesso, não há restrição quanto a isso. No entanto, atualmente, existe o único registro público de inventários de emissão de gases de efeito estufa nacional reconhecido é este: https://registropublicodeemissoes.com.br/. Ao fazer a publicação neste site, a empresa passa a ter credibilidade, como empresa que tem preocupação e cuidado com as emissões que gera.

9) Como faço para obter a validação de que o inventário de minha empresa está correto?

Os Inventários de GEE são passíveis de verificação por terceiros, ou seja, quem faz não pode verificar ou fazer a validação. Essa medida tem o objetivo de atestar a acuidade e a qualidade dos dados apresentados, assegurando uma avaliação do quantitativo de emissões de gases de efeito estufa da organização. A validação do inventário é feita por empresa verificadora e credenciada, a ser contratada pela empresa que foi inventariada. Essa validação não é obrigatória, no entanto, empresas que fazem a validação de seus inventários de emissão e que são publicados no site do Programa Brasileiro, recebem um selo de classificação por isso, indo do bronze, prata ao ouro. Isso dá a estas empresas melhor conceito e credibilidade junto ao mercado global.