MINI USINA DE PIRÓLISE DELTA BRAVO  REATOR PIROLÍTICO  USINA DE PIRÓLISE

Usina de Pirólise para tratamento dos resíduos, Manaus, AM

Birding Soluções Ambientais, sediada em Manaus AM, disponibiliza Usina de Pirólise para tratamento dos resíduos sólidos urbanos e industriais. A palavra Pirólise, vem do Grego “pyr, pyrós”, e quer dizer “fogo” + “lýsis”, que significa “dissolução”, traduzindo literalmente, seria dissolução da matéria pelo fogo. Em sentido estrito é uma reação de análise ou decomposição que ocorre pela ação de altas temperaturas, que faz a ruptura da estrutura molecular original do produto, a decomposição ou alteração da composição seja ele plástico, metal, vidro, madeira ou outro, pela ação do calor num ambiente com pouco ou nenhum oxigênio. A usina de Pirólise trabalha com temperaturas abaixo de 800°C, uma vez que o CONAMA 316 estabelece esse limite para caracterizar tratamento térmico por incineração. No entanto, hoje existem outras normas e regulamentações que aprimoram o CONAMA 316, como por exemplo, a Resolução SMA No. 079 de 5 de novembro de 2009 da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de SP, que “estabelece diretrizes e condições para a operação e o licenciamento da atividade de tratamento térmico de resíduos sólidos em Usinas de Recuperação de Energia– URE”. Teoricamente é possível trabalhar com temperaturas de operação até 1200°C, no entanto, no Brasil o ponto de operação varia entre 450 a 800°C, dependendo do tipo do resíduo a ser tratado. É possível descartar e pirolisar resíduos sólidos urbanos, lodos de esgotos e de indústrias, tratamento de solo contaminado, biomassa residual, resíduos industriais, etc. Caso seu município ou empresa já possua um aterro sanitário e precisa apenas de uma estrutura para receber os resíduos sólidos recolhidos, fazer a separação dos recicláveis para aproveitamento e o envio dos não-recicláveis para o descarte final, nós temos disponível a Usina de Reciclagem de Resíduos Sólidos Urbanos. Mas, se voce precisa mesmo de tecnologia para descarte final e ambientalmente correto, continue neste site.


Usina de lixo de pirólise & usina de incineração de lixo

A Usina de lixo de pirólise Delta Bravo processa a queima dos resíduos urbanos com ausência de oxigênio no processo, que é diferente da usina de incineração de lixo, que produz fumaça e gases tóxicos. Isso é muito importante e evita a formação de dioxinas e furanos que são gerados pela queima do lixo com oxigênio no processo. Dioxinas e furanos, são gases considerados tóxicos à população, são os gases provenientes da queima de madeira, de papel, da floresta, do lixo, enfim, são os gases que se formam com a presença do oxigênio na incineração, se dispersam pelo ar e são prejudiciais à saúde das pessoas. A eficiência deste processo ocorre por conta do reator pirolítico. É um tambor rotativo cilíndrico, deitado, com gaxetas na entrada e na saída para isolar todo o processo que ocorre internamente. Além disso, há sensores para detectar a presença de oxigênio no interior do reator e corrigir se necessários. Gases tóxicos como dioxinas, furanos, Bifenilos policlorados (PCB), Óxido de Nitrogênio (NOx), Dióxido de Enxofre (SOx) se caracterizam por terem oxigênio na composição, são gases oxidados. Tirando o oxigênio do processo evitamos isso. O HCl ácido clorídrico, formado quando temos elementos organoclorados como o Policloreto de Vinila (PVC), procedemos com a neutralização dele usando um elemento básico como catalisador. O reator pirolítico faz o tratamento dos resíduos sólidos, que se chamava “lixo” e ele funciona com qualquer produto, desde os resíduos domésticos até resíduos industriais e plásticos que inicialmente são triturados depois de ser previamente selecionados e através deste processo. Como não há oxigênio não pode haver combustão e a partir de 400°C a matéria orgânica inicia um processo de decomposição termoquímica produzindo combustíveis gasosos, líquidos e carvão, biocombustíveis, sendo os mais utilizados no Brasil, a energia térmica, gerada pelo calor. A usina de Pirólise atende aos requisitos de tecnologias para descarte correto dos resíduos sólidos conforme definidos na Lei Federal 12.350, de 02 de agosto de 2010 – Política Nacional dos Resíduos Sólidos e na Lei No. 14.026 de 15 de julho de 2020, Marco Legal do Saneamento Básico, promulgado recentemente.

Usina de lixo de Pirólise gera energia 

A Usina de lixo de Pirólise gera mais energia do que consome e isso torna a aplicação da tecnologia aos resíduos sólidos urbanos, um processo auto-sustentável sob o ponto de vista energético, pois, a decomposição química pelo calor na ausência de oxigênio, produz mais energia do que consome. A implantação da unidade de Pirólise, diferente de aterro sanitário, pode ser feita em qualquer área industrial ou rural. Não possui emissões a não ser a queima do gás de síntese no aquecedor do reator. Como o gás é limpo, as emissões dessa queima são também limpas. A área ocupada é reduzida, da ordem de 5 a 10% da área ocupada pelo aterro de mesmo porte de tratamento. Não há a acumulação de resíduos sólidos ou espera para tratamento, os resíduos na medida em que chegam na Unidade, são imediatamente desembarcados na usina para tratamento. Assim, não haverá acumulação de resíduos, emissão de odores, ou algo que possa atrair animais domésticos, tais como ratos ou urubus. Não impacta cursos hídricos ou mananciais de águas no subsolo, pois não há emissões de efluentes líquidos ou de chorume a enterrar.

A usina de lixo Delta Bravo separa os resíduos recicláveis?

A usina de lixo Delta Bravo por meio de processo interno faz a separação dos resíduos recicláveis, que forem definidos na Projeto Executivo. Isso é importante, porque a usina vai tratar especificamente os resíduos urbanos, de acordo com as suas características gravimétricas e volume que foram identificados e definidos pelo contratante no Projeto Executivo. Ela recebe o resíduo bruto e através de equipamentos automatizados envia para a esteira de triagem, fazendo a separação somente do material que é reciclável como garrafas PET, latas de alumínio, sacolas plásticas, embalagens, papel, papelão. Essa solução elimina os riscos de saúde ligados à triagem do lixo bruto e aumenta a quantidade de recicláveis que cada trabalhador consegue recuperar e desta forma, insere o catador no processo. Esta tecnologia de pirólise pode ser operada de modo integrada com uma usina de triagem ou de reciclagem. Este questionamento é feito muitas vezes porque algumas tecnologias, como a incineração, possuem dificuldades em tratar resíduos com um baixo poder calorífico. A segregação de recicláveis não impacta no funcionamento ou na economia da usina de Pirólise, pelo contrário, ela aumenta a capacidade de recepção e tratamento de resíduos. Nós consideramos importante a atividade de triagem de recicláveis do ponto de vista social, ambiental e econômico e oferece solução integrada de triagem e aproveitamento energético, pois independente da eficiência da triagem, sempre haverá uma grande quantidade de resíduos orgânicos e refugos da reciclagem que ainda podem ser aproveitados energeticamente.

O que preciso saber antes de pensar em implantar uma Usina de lixo?

Para dimensionar o tamanho da usina de lixo que sua indústria, empresa ou município, será preciso antes, responder a varias perguntas, das quais destacamos as seguintes: (1) quanto sua empresa ou município gera de resíduo por dia? (2) qual é a forma de coleta (caminhão compactador, caminhão, outro qual?); (3) há separação dos RSU? (4) quais as características dos resíduos que serão tratados na usina (são urbanos, industriais ou de saúde)? (5) a alimentação de energia do município é por tensão MW da rede ou por Subestação? (6) qual é a demanda de energia mensal do município? (7) qual é o consumo médio de energia mensal em KWH? (8) qual é a demanda mensal de iluminação do município? (9) qual é o consumo médio de iluminação por mês em KW? Existem mais algumas outras perguntas a serem respondidas. Importante salientar quando se pensa em implantar uma usina de Pirólise, é que ela não é um simples produto, antes de tudo é uma planta industrial de tratamento de resíduos, assim, não existem tabelas prontas nem catálogo de produtos, cada caso ou situação, exige um estudo de custo benefício, uma avaliação e um projeto com a solução definitiva. Estas perguntas serão respondidas na elaboração do Projeto Executivo.

Nossa equipe sediada em Manaus no AM está habilitada a lhe prestar informação sobre o produto, a lhe ajudar a dimensionar o tamanho da usina que você precisa. Por favor, entre em contato através do site.

Perguntas Frequentes – FAQ

(1) Vocês vendem ou sublocam esta usina?

R = Nós fazemos Projetos Executivos para as Empresas ou Prefeituras Municipais interessadas em adquirir esta tecnologia, analisando objetivamente o que é necessário fazer para tratar com inteligência os materiais que necessitam ter uma destinação ecológica em conformidade com a nova legislação brasileira. A partir Projeto Executivo pronto, nós lhe colocaremos em contato com os fabricantes e montadores de Usinas de Pirólise e gaseificação para tratamento de inservíveis industriais e Resíduos Sólidos Urbanos. Não temos a modalidade de sublocação.  Vale mencionar que existem várias fontes de recursos com financiamentos a longo prazo e benefícios fiscais muito interessantes, parcerias com iniciativas privadas, as chamadas PPP. O governo tem dado incentivos para Usinas com tecnologias ecológicas, por meio de linhas de financiamento.

(2) – Quais as vantagens desse tipo de Usina de Tratamento dos resíduos sólidos urbanos?

R = (1) Está enquadrada dentro das diretrizes da Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos; (2) Aproveita todos os recicláveis que são demandados pela cadeia recicladora local, que é uma das maiores vantagens; (3) pirolisa o restante dos resíduos que não são aproveitados e gera energia limpa; (4) Não emite gases de efeito estufa para a atmosfera; (5) No local da usina, não há geração de odor característico dos resíduos sólidos urbanos; (6) Não atrai urubus e nem outros animais; (7) Não contamina o lençol freático; (8) Permite a geração de renda com o produto dos recicláveis; (9) Promove a geração de crédito de carbono; (10) Promove a inserção social dos catadores; (11) Ocupa menos espaço que o aterro sanitário; (12) Produz composto orgânico em processo acelerado; (13) Atende as exigências internacionais de combate ao aquecimento global; (14) Possibilita a criação de consórcios públicos-privados e (15) Elimina todos os resíduos que passam pelo processo da usina, restando apenas o chamado de biocarvão, que pode ser aproveitado na agricultura.

(3) Qual seria o primeiro passo para implantar uma usina de pirólise?

R = Tudo começa com a contratação do Projeto Executivo por um técnico credenciado pelo fabricante. Ele fará uma visita ao local para fazer uma avaliação do volume e das características gravimétricas dos resíduos que são gerados, além de uma avaliação das condições para a implantação da Usina na localidade. No caso de um projeto executivo para tratar até 40 ton/dia de RSU o custo é a partir de 5 mil dólares, cujo valor é devolvido para os investidores em caso de execução e implantação da Usina. Na elaboração do Projeto Executivo, de acordo com o volume e características dos resíduos gerados e em conversa com o contratante serão definidos quais resíduos recicláveis serão separados automaticamente (pet, plásticos, papelão, alumínio, vidros, metais, orgânicos, etc), e quais aqueles que não são absorvidos pela cadeia de reciclagem para serem gaseificados. Isso é importante, pois pode ser que haja uma produção alta de determinados resíduos que não são absorvidos pela rede de reciclagem local e/ou o custo de separação e transporte seja inviável. Nesse caso, pode ser mais interessante não separar tais resíduos e utilizá-los na gaseificação e geração de energia. É um trabalho muito importante para minimizar erros e decidir com inteligência os melhores caminhos a percorrer.

(4) O que compõe uma planta básica da usina?

R = Usina básica de Pirólise completa trata até 12 toneladas ao dia, de plásticos e borrachas que são materiais que devem ser gaseificados carbonizados para produção de energia elétrica. Neste caso, essa é uma Usina de Pirólise para plásticos e borrachas para tratar até 12 ton/dia, não está incluída a planta de gaseificação e nem da fábrica de artefatos de cimento, e nem da refinaria para fazer diesel e gasolina. Nos custos de uma planta básica, não contempla os custos com terreno, instalações e nem infraestrutura, como empilhadeira, licenças ambientais, impostos de importação, fretes, etc, os quais são de responsabilidade do comprador da usina. Existem os equipamentos básicos e possibilidades variadas de tratamento na geração de energia elétrica, diesel e gasolina, etc. Os custos variam, pois, em caso de energia elétrica será preciso agregar motores geradores de combustão interna.

(5) Qual seria o preço médio para instalar uma usina desta?          

R = Conforme descrevemos anteriormente, existem os equipamentos básicos e possibilidades variadas de tratamento na geração de energia elétrica, diesel e gasolina, etc. Os custos variam, pois, em caso de energia elétrica teremos que agregar motores geradores de combustão interna. Os valores e custos para a implantação de uma usina, dependerá dos processos que se pretende implantar e dos resíduos que se pretende tratar e esta definição, passa primeiramente pela elaboração do Projeto Executivo que vai dizer o tamanho da usina que atenderá a sua necessidade ou que você precisa. A partir dessa configuração e em contato com o fabricante, será possível então orçar e avaliar os custos do empreendimento e fazer os ajustes que achar necessários.

(6) Como a usina faz a separação dos resíduos?         

R = Cada um dos materiais que foram descartados pela população ou pela empresa, terá definida a melhor opção de destinação a partir do estudo para avaliar a caracterização dos resíduos e volume com a elaboração do Projeto Executivo. A ideia é configurar a usina para fazer a separação dos recicláveis que são absorvidos pela cadeia de reciclagem local. Os resíduos sólidos que não são recicláveis ou ainda que sejam recicláveis, mas que não sejam absorvidos pela cadeia de recicladores local, devem ser enviados ao reator de pirólise, para gerar energia. Antes da gaseificação, no processo de separação, os eletroímãs retirarão os ferrosos, alumínio, separando também pedras, tijolos, entre outros, conforme definido no Projeto Executivo. Os demais materiais não precisam ser separados, deverão passar por um Shredder e alimentados no Gaseificador Carbonizador para gerar energia elétrica. Existem outras configurações.  O Projeto executivo apresentará as sugestões mais rentáveis e recomendadas.   

(7) Como são tratados os vidros que não são recicláveis, que são descartados inteiros ou quebrados?    

R = Triturar é uma das opções.  O valor do vidro no mercado nacional está muito baixo e praticamente, não compensa os custos associados para venda e transporte. O frete desse material acaba com qualquer possibilidade de rentabilidade. Com a trituração esse material pode ser acrescido das sobras de obras civis e agregar na produção de artefatos de cimento, tais como:  Power, blocos de concreto, meio fio, tubos de esgoto, etc. O projeto executivo fará um estudo regional para levantar opções existentes em um determinado perímetro para avaliar todas as possibilidades de destinação.         

(8) É possível aproveitar parte do orgânico para a compostagem e a outra parte para gerar energia?       

R = É possível definir quanto por cento de todo o resíduo orgânico deverá ser compostado e o restante poderá ser pirolisado. Fazer compostagem acelerada ou convencional é uma opção do investidor. Neste caso, a compostagem acelerada leva entre 7 a 15 dias para estar pronta e é um tempo relativamente rápido, se considerarmos os processos convencionais que levam em média 90 dias. Vale lembrar que o Projeto executivo vai apresentar os números resultantes da compostagem e os números resultantes da gaseificação, desta forma, o investidor decidirá o que fazer.     

(9) A usina transforma óleo usado em combustível?      

R = Se houver uma demanda significa de descartes de óleos queimados, esses resíduos poderão ser tratados e transformados numa mini usina de refinaria, em combustíveis sintéticos (diesel e gasolina), os quais podem ser usados em fornalhas para aquecimento de água produzindo vapor e gerar energia elétrica. Porém, seguramente o Projeto oferecerá a inclusão de uma Refinaria de pequeno porte para refinar esses óleos contaminados e mais o óleo produzido pela pirólise gerando diesel (86%) e gasolina (8%). O diesel e a gasolina podem alimentar motores geradores de energia elétrica, ou abastecer veículos leves, caminhões e tratores da prefeitura ou do investidor, no entanto, estes produtos não podem ser comercializados para consumidores finais, conforme Agencia Nacional de Petróleo – ANP na Resolução 16, art.18.   

(10) Qual seria a destinação de pedaços de madeiras, papéis e plásticos não aproveitados? 

R = As madeiras, papéis, papelão, podas de árvores, folhas, varredura, etc (biomassas) devem ser gaseificadas, e os plásticos e as borrachas, são materiais que devem ser Gaseificados Carbonizados, pirolisados para produção de energia elétrica.     

 (11) Como serão tratados os pneus velhos e inservíveis?

R = A mesma usina que opera com plásticos de toda ordem pode receber também os pneus velhos, correias transportadoras descartadas e outras borrachas. Podem misturar sem dificuldade. Caso haja uma demanda considerada pelo descarte de pneus velhos, o projeto executivo seguramente vai sugerir um triturador para que caiba mais material no interior do reator, porque esses pneus inteiros tomam muito espaço e queimá-los inteiros pode demandar mais energia do que quando rasgados ou cortados.

(12)

Os resíduos eletrônicos podem ser tratados por esta tecnologia?

R = Sim, há um sistema que retirada de metais nobres das placas eletrônicas, separando os componentes constituídos de ouro, prata, platina, estanho e cobre.

(13) A tecnologia de pirólise pode tratar resíduos hospitalares?

R = Sim, como acontece na Europa e no Japão o processo de pirólise pode ser utilizado para tratar resíduos hospitalares, medicamentos vencidos, resíduos plásticos, de borracha, de tecidos entre outros. Importante salientar que os resíduos biológicos ou que apresentem risco de contaminação, como membros, partes de membros resultantes de cirurgias, devem ser descartados em incineradores específicos para este fim, não sendo permitido pirolisar estes resíduos. Para tratar resíduos de saúde, devido a legislação brasileira, é recomendado adicionar um reator pirolítico somente para tratar estes resíduos, com capacidade para atender a tonelagem diária dos resíduos de saúde que são gerados.

(14) Você acha que é viável implantar uma Usina em pequenos municípios?

R = Cada caso é um caso, porém, município que gera até 10 toneladas/dia, com até 20 mil habitantes, talvez não produza resíduo sólido na quantidade suficiente para alimentar e nem tenha capacidade financeira para suportar uma aquisição destas. A mesma observação deve ser considerada por um município que gera 20 ou mais toneladas por dia. Se o município tiver demanda e suporte financeiro, e a relação custo-benefício seja evidente, então ele terá condição de implantar uma usina de Pirólise.

(15) Quanto de energia a usina de pirólise consome para gerar energia?   

R = A Usina é sustentada pela própria produção de gás. Ela gera a própria subsistência com o gás remanescente. E a cada 4.500 litros de diesel podemos gerar 1MW/H, por 24 horas, somente com o diesel.      

(16) A pirólise queima tudo, inclusive os recicláveis?

R = Não, a usina envia os recicláveis que foram definidos no Projeto Executivo, para a esteira de separação dos recicláveis, os quais podem ser, como garrafas PET, latas de alumínio, sacolas plásticas, embalagens, papel, papelão ou outros. Essa solução elimina os riscos de saúde ligados à triagem do lixo bruto e aumenta a quantidade de recicláveis que cada trabalhador consegue recuperar. Nós não recomendamos queimar os recicláveis, os quais devem ser separados e reaproveitados, isso, faz gerar o ciclo da cadeia econômica dos recicláveis.

(17) Como os resíduos são enviados para Usina?

R = Por meio de desembarque direto dos caminhões coletores. Todo o material que chega é desembarcado dentro de uma moega, onde é iniciado todo o processo de pirólise.

(18) Qual a capacidade de tratamento das usinas DELTA BRAVO?

R = As usinas DELTA BRAVO são modulares, podendo atender volumes de 10 toneladas por dia até mais de 1.000 toneladas por dia, através de módulos em paralelo. No entanto, segundo o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, 98% dos lixões do país estão localizados em municípios com menos de 100.000 habitantes, ou seja, a situação ambiental é mais crítica no interior e em municípios de pequeno e médio porte. Por essa razão a DELTA BRAVO busca atuar principalmente em cidades com população entre 50.000 e 200.000 habitantes, pois são os municípios que mais carecem de soluções adequadas. 

(19) Queremos fazer um consórcio para implantar uma Usina de Pirólise no município, o que eu preciso saber para dimensionar o tamanho da usina que eu preciso?

R = Para dimensionar a usina que um município precisa seguir as orientações descritas nas perguntas anteriores, sendo que deverá haver uma avaliação do técnico para avaliar as características gravimétricas e volume, em cada lixão ou aterro resíduo gerado pelo grupo integrante do consórcio, bem como saber qual é a capacidade de geração de energia do município onde será instalada a Usina. Importante salientar que a Lei Federal 12.350, de 02 de agosto de 2010 – Política Nacional dos Resíduos Sólidos e a Lei No. 14.026 de 15 de julho de 2020, Marco Legal do Saneamento Básico, promulgada recentemente, incentivam a formação de consórcios e o financiamento destas tecnologias.

(20) Onde a tecnologia Delta Bravo já foi utilizada no exterior?

R = A tecnologia da DELTA BRAVO foi utilizada na Itália para o desenvolvimento de três unidades, uma em operação desde 2007 e duas desde 2013. Outros fabricantes construíram usinas similares, principalmente na Europa e no Japão, onde a tecnologia de pirólise lenta a tambor rotativo é utilizada há décadas. Exemplos de sucesso operam há mais de 30 anos continuamente, tratando vários tipos de resíduos diferentes, com mais de 90% de disponibilidade.

(21) Existe alguma usina com esta tecnologia no Brasil?

R = Sim. A primeira usina da DELTA BRAVO no Brasil está em instalação no Parque Tecnológico INOVA da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Esta será a primeira usina do tipo no Brasil. Como qualquer novidade, as soluções de tratamento e aproveitamento enfrentam as barreiras de mercado normais para se inserirem e se difundirem, justamente por serem desconhecidas da população.

(22) Gostaria de conhecer a usina em funcionamento no Brasil, é possível?

R = A visitação inloco para conhecer a usina em funcionamento sim, é possível. No entanto, devido ao atendimento de um grande número de pessoas e empresas para estas visitas, que ao final, não se traduziram em negócio, o fabricante decidiu que as visitações estão condicionadas inicialmente à contratação do Projeto Executivo, e às pessoas e empresas que tem demonstrado interesse e condição na aquisição da usina, a fim de evitar a perda de tempo desnecessária. Então, na contratação do Projeto Executivo, sua empresa já poderá se planejar e solicitar uma visita à usina acompanhada dos técnicos da empresa, na qual poderá passar até mais de um dia para conhece-la.

(23) A empresa Delta Bravo fica em que estado do Brasil e em que cidade?        

R = Nós temos um Grupo de Empresas que operam em conjunto: (a) Delta Bravo Environment Ltda – H.Kong, Europa, Uruguay, Brasil. Fabrica e Propicia a montagem dos Equipamentos para embarque com destino aos Clientes; (b) Combo Energy Ltda – Porto Alegre-RS. Realiza os Projetos executivos e coordena a montagem dos equipamentos no Brasil. Possui engenheiro civil, engenheiro químico, químicos, administradores, advogados e técnicos ambientais para encaminhamento de licenças junto aos órgãos da área. (c) Demilur Ambiental Ltda – Montevideo-UY.  Administra a área financeira do Grupo e realiza as exportações para o Brasil. 

(24) A usina de Pirólise Delta Bravo gera emissões perigosas?

R = Não. A usina de pirólise da DELTA BRAVO produz emissões limpas e resíduos sólidos inertes. Esta característica muito preocupante é atribuída frequentemente para tecnologias tradicionais como a incineração. A incineração de resíduos urbanos, por tratar materiais com cloro, como o PVC, produz dioxinas e furanos (elementos organoclorados), que são biocumulativos, ou seja, por não se degradarem facilmente eles se acumulam em vegetais e animais, concentrando-se nas diversas fases da cadeia alimentar. Estes elementos são comprovadamente cancerígenos e são produzidos nas condições de operação de um incinerador, onde coexiste cloro, oxigênio e hidrogênio. Outro problema dos incineradores são os metais pesados. Como o lixo urbano é enviado diretamente para o forno, as pilhas, baterias e outros metais são encontrados nos produtos da incineração (gases de combustão e cinzas). A tecnologia DELTA BRAVO, ao não utilizar oxigênio, elimina a possibilidade desses elementos cancerígenos serem produzidos. A tecnologia DELTA BRAVO também não produz cinzas volantes, pois o gás de síntese é limpo antes de acontecer qualquer combustão. O uso de um sistema de pré-processamento dos resíduos também permite a separação das pilhas e baterias antes da chegada ao reator de pirólise, garantindo que metais pesados não serão encontrados nos produtos da pirólise (gás de síntese e cinzas).

(25) A tecnologia da Delta Bravo é viável economicamente?

R = Sim, a tecnologia DELTA BRAVO garante uma solução atrativa do ponto de vista econômico e competitiva em comparação aos custos praticados por aterros sanitários. Isto se deve principalmente a sua simples construção e operação e ao aproveitamento de uma série de recursos que os resíduos podem oferecer, a saber, a energia elétrica, a energia térmica, os recicláveis, créditos de carbono, corretor de solo, serviço de tratamento de resíduos, etc.

(26) Qual é a diferença da Pirólise para outras tecnologias?

R = Existe uma ampla variedade de processos térmicos utilizados para converter resíduos orgânicos, como o lixo urbano, em energia. Embora cada tecnologia apresente soluções distintas, os tipos de processos térmicos podem ser englobados em quatro tipos: combustão, gaseificação, plasma e pirólise.

(a) a combustão ou incineração realiza a queima direta dos resíduos em uma grelha móvel, com posterior aproveitamento dos gases de combustão para geração de vapor e energia elétrica; (b) a gaseificação utiliza uma combustão parcial, com menos ar do que necessário para a combustão completa, e posteriormente envia os gases para a combustão completa em um segundo estágio, utilizando o calor dos gases de combustão para produzir vapor e energia. (c) Plasma. A maior parte das tecnologias de plasma na verdade são processos de gaseificação assistida ao plasma, no qual um arco elétrico, similar ao utilizado na fundição de metais, é utilizado para aquecer o ar de gaseificação, que depois irá entrar em contato com os resíduos e realizar uma combustão parcial com produção de gás de síntese de modo similar aos processos de gaseificação. Para resíduos com baixo poder calorífico como o RSU brasileiro, o quantitativo de eletricidade utilizado para transformar estes resíduos em gás de síntese é superior à energia que pode ser gerada através do gás de síntese, resultando em balanço energético negativo; (d) a pirólise utiliza uma fonte de calor externa para aquecer a biomassa ou os resíduos em um ambiente sem oxigênio. Como não há oxigênio não pode haver combustão e a partir de 400°C a matéria orgânica inicia um processo de decomposição termoquímica produzindo combustíveis gasosos, líquidos e carvão. O percentual de cada uma dessas frações depende do tipo de pirólise utilizado. Entre as tecnologias de pirólise, a Pirólise Lenta a Tambor Rotativo é a mais adequada para o tratamento de resíduos sólidos.

(27) Qual é a importância de um sistema de tratamento de resíduos sólidos tão moderno e eficiente?

R = De acordo com o Programa da ONU para o Meio Ambiente, todos os anos as cidades geram 1,3 bilhão de toneladas de resíduos sólidos, podendo chegar a 2,2 bilhões até 2025. O Brasil, por exemplo, produz 190.000.000 de toneladas de lixo por ano, e 90% desse material não recebe tratamento adequado. Ou seja, nosso país precisaria reciclar 90.000.000 de pneus, mas uma pequena parte desse material é queimada em fornos de cimenteiras, e a maioria acaba sendo depositada em aterros e lixões por todo o País.

(28) O que é o processo de Tecnologia de Pirólise Lenta a Tambor Rotativo?

R = Independentemente das tecnologias utilizadas acima, o resultado final é fundamentalmente o mesmo, os resíduos são convertidos em gases de combustão (vapor d’água e dióxido de carbono) e em um resíduo inorgânico (vidro, metais, pedras, cerâmicas, etc.), que é cerca de 10% do peso inicial.